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Adriana de Barros


Ceumar regrava "Espiral de Ilusão", samba de Criolo, ao lado de Josyara

Ceumar convida Josyara para dueto em faixa do novo álbum - Divulgação
Ceumar convida Josyara para dueto em faixa do novo álbum Imagem: Divulgação
Adriana de Barros

Adriana trabalha no UOL desde 2000, passou pelas rádios Mix FM, 97Rock e pela gravadora Sony Music.

18/09/2019 12h31

Ceumar prepara novo álbum para comemorar os 20 anos de carreira. Nesta sexta (20), a cantora mostra a segunda faixa "Espiral de Ilusão", uma releitura da música do Criolo em que faz dueto com a baiana Josyara, que também toca violão na canção lançada pelo rapper em 2017.

O álbum completo, "Espiral", chega em outubro a todas plataformas de música, cinco anos após o lançamento de seu disco mais recente, "Silencia".

À coluna, Ceumar conta que o disco começou a ser construído ainda em 2016, desde sua volta ao Brasil, após seis anos vivendo na Holanda. Ela explica o processo criativo, a escolha de Criolo e Josyara e que ainda acredita na mídia física.

Adriana: Você está cerca de três anos trabalhando em seu novo álbum, "Espiral". Como funcionou esse processo?
Ceumar: Sempre funciona assim, pra mim: Vou fazendo músicas, refletindo sobre o que acontece comigo, e vão surgindo insight's que formam um conceito, um caminho. A canção "Espiral" (que compus em parceria com César Lacerda, diretor artístico do disco ) norteou bastante o álbum . Eu escrevi a letra para o meu filho, na época com 21 anos. Daí percebemos, César e eu, que eu já tinha uma história pra contar...

O que este disco traz de sua vivência de seis anos na Holanda? O que mais você pode adiantar deste trabalho?
Consigo perceber no álbum muitas sonoridades que absorvi quando vivi na Holanda. Lá toquei com músicos da Índia, dos Balkans, ouvi muita música árabe e africana, música Gipsy. Fiz trabalhos variados de World Music com músicos de outros países. Isso está presente no "Espiral". Eu tive um desejo de dar um novo salto, com texturas e atmosferas que pudessem permear as cancões, e tive a sorte de encontrar os parceiros certos: César Lacerda e Fabio Pinczowski (diretor artístico e produtor musical, respectivamente).

Você lança na sexta o segundo single, "Espiral de ilusão", composição de Criolo. Por que escolheu esse samba para regravar?
Foi ouvindo o disco do Criolo que me encantei por este samba. Ele é muito direto, e faz uma reflexão sobre a 'ilusão' num triângulo amoroso, mas vai além. E acima de tudo, gosto que seja um ponto de vista feminino sobre a questão.

A releitura traz ainda a participação de Josyara, que além de cantar, também toca violão. Como aconteceu sua aproximação dela e por que a convidou para participar da gravação?
Eu sou fã de Josyara, desta força magnética que ela traz, da sua voz e seu violão. Achei que duas mulheres cantando aquela história teria mais força ainda, e ela arrasou no violão, fez um arranjo único e visceral.

Você chega em seus 20 anos de carreira com o mercado da música totalmente diferente na maneira de consumir música desde quando estreou. Qual a maior mudança viveu nessas duas décadas?
Acho que, de uma forma geral, vejo mudanças positivas. A música está cada vez mais acessível, e o artista independente consegue gerenciar seus espaços, hoje. Mas eu ainda acredito no CD - na mídia física - (e, pra minha alegria, o meu selo, o Selo Circus, também). Por isso, ainda capricho na arte e no encarte, pois pra mim ainda é parte importante para perpetuar a obra artística (exaltar os letristas, os músicos e todos os envolvidos).