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História de mais de duas décadas do Planet Hemp será contada em biografia

Flávio Florido /UOL
Imagem: Flávio Florido /UOL
Adriana de Barros

Colunista de Música do UOL, onde atuou 20 anos na área de Entretenimento, com coordenação de coberturas em grandes festivais e do Carnaval. É curadora do edital 2020 Natura Musical e integrou o Superjúri 2019 do Prêmio Multishow. Eleita uma das cinco melhores jornalistas musicais do Brasil pelo WME Awards by Music2. Apresentadora do podcast Fala Zé na rádio Energia 97 ao lado de Zé Antônio Constantino e Hélio Cosmo Leite.

04/04/2018 07h00

O Planet Hemp tem assunto para o ano todo. Além do documentário "Legalize Já", que conta a história da amizade entre os vocalistas Skunk e Marcelo D2, que será lançado em circuito comercial em 14 de junho, a banda ganhará uma biografia escrita pelo jornalista Pedro Luna.

Em sua oitava obra, o autor disseca em 60 capítulos os 25 anos de Planet, celebrado em 24 de julho, data do primeiro show deles, em 1993.

Pedro resgatará temas que marcaram as mais de duas décadas de estrada, como as apresentações e indicações no Video Music Brasil da MTV. Embora tenha sido indicado em quase todas edições, o Planet Hemp nunca ganhou uma estatueta. Só D2 solo levou o prêmio.

O episódio da polêmica prisão em Brasília por apologia à maconha, que em novembro do ano passado fez 20 anos, ganhará um capítulo à parte.

Entre os relatos dos 40 entrevistados em um ano de pesquisa, há o do produtor musical Carlos Eduardo Miranda, que morreu no último dia 22. Ele se encontrou com Luna no dia 16 de novembro, em um restaurante na zona oeste de São Paulo.

Capa de "Usuário", primeiro CD do Planet Hemp - Divulgação - Divulgação
Capa de "Usuário", primeiro CD do Planet
Imagem: Divulgação
"Ele [Miranda] e o André Forastieri [na época editor do caderno Folhateen da "Folha de S.Paulo"] fizeram uma megacampanha contra uma coletânea que a Sony queria lançar com Planet Hemp com mais três bandas. A proposta era horrível. Graças à campanha deles, a gravadora deixou a ideia de lado e propôs a Elza Cohen fazer um selo com o nome do festival dela, o SuperDemo. Os dois primeiros e únicos artistas do selo foram o Planet e o Jorge Cabeleira, que está tocando novamente, o que é bem legal. O Miranda salvou o Planet de uma furada, e, em parte graças a ele, a banda assinou contrato para um disco inteiro", conta Luna com exclusividade ao UOL.

Há também histórias engraçadas com os defensores da canabis, como a do dia em que o Formigão (baixo) e o Bacalhau (bateria) chegaram completamente bêbados em uma reunião na gravadora. Um deles fez xixi no chão de uma das salas da multinacional.

A relação entre Pedro Luna e a banda é antiga, remonta a "Niteroi Rock Underground 1990-2010", livro lançado de forma independente em 2011. A publicação mostra a transição da música no país e seus reflexos no município da região metropolitana do Rio, onde nasceu Black Alien, ex-integrante do Planet Hemp.

O livro está em produção e sairá pela Belas-Letras em junho ou julho. A editora estuda a possibilidade de colocar uma folha de papel de seda entre as páginas.

Formada em 1993, por Marcelo D2 e Skunk no Rio, o Planet Hemp ganhou projeção nacional com o álbum de estreia, "Usuário", que trazia "Mantenha o Respeito", "Legalize Já". Com o sucesso, o grupo pôde lançar "Os Cães Ladram Mas a Caravana Não Pára" e "A Invasão do Sagaz Homem Fumaça", todos pela Sony Music.

Atualmente, a banda segue na ativa com Marcelo D2 e BNegão nos vocais, acompanhados por Formigão (baixo), Bruno (guitarra) e Pedrinho (bateria).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL