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Movida a protestos, Criolo faz "roda de samba" para 5 mil em estreia em SP

Com pregação e protesto, Criolo faz estreia do álbum "Espiral de Ilusão" em São Paulo - Fabricio Bomjardim/Brazil Photo Press/Folhapress
Com pregação e protesto, Criolo faz estreia do álbum "Espiral de Ilusão" em São Paulo Imagem: Fabricio Bomjardim/Brazil Photo Press/Folhapress
Adriana de Barros

Colunista de Música do UOL, onde atuou 20 anos na área de Entretenimento, com coordenação de coberturas em grandes festivais e do Carnaval. É curadora do edital 2020 Natura Musical e integrou o Superjúri 2019 do Prêmio Multishow. Eleita uma das cinco melhores jornalistas musicais do Brasil pelo WME Awards by Music2. Apresentadora do podcast Fala Zé na rádio Energia 97 ao lado de Zé Antônio Constantino e Hélio Cosmo Leite.

25/06/2017 13h27

O primeiro show de "Espiral de Ilusão" em São Paulo, na noite de sábado (24), virou uma gigante "roda de samba" regada a pregações. Pouco além das 22h30, o rapper subiu ao palco do Citibank Hall, na capital paulista, para mostrar canções de seu mais recente álbum dedicado exclusivamente ao gênero.

Entre uma cadência e outra, o cantor abordou - com o habitual estilo messiânico - temas como desigualdade social, preconceito e outras bandeiras presentes nas letras de suas canções, sempre recebendo o endosso do público de 5.000 pessoas que lotou a casa. 

Com seu "larara", Criolo conduziu a plateia, que o reverenciava com gritos de "Criolo! Criolo! Criolo!" como se estivesse diante de alguém que lhes pudesse dar voz. 

Antes de cantar "Menino Mimado", primeiro single do disco lançado em abril, o cantor pregou a vitória do bem contra o mal. "Aceitamos tudo, menos menino mimado". Então deu início aos primeiros os versos da canção "Não, eu não aceito essa indisciplina. Acho que você não me entendeu...". 



Além das dez faixas que compõem o CD, sambas que antecederam "Espiral de ilusão" na discografia de Criolo como "Linha de Frente" (2011), "Casa de Mãe" (2012), "Quatro da Manhã" (2012) e "Fermento pra Massa" (2014) entraram no setlist. A releitura de "Juízo Final", de Nelson Cavaquinho, também ganhou interpretação na voz do rapper sambista.

Se alguém tinha dúvidas de que seria possível fazer um show exclusivamente de samba com um disco com dez canções, Criolo provou que sim. Com os toques de percussões, violão, cavaquinho e metais, o clima de gafieira dominou o ambiente do início ao fim. 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL