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Em primeiro comício, Kanye critica aborto e diz que "quase matou" filha

Rapper Kanye West durante encontro com presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca -
Rapper Kanye West durante encontro com presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca

Do UOL, em São Paulo

19/07/2020 21h21

O cantor norte-americano Kanye West estreou oficialmente na política neste domingo. Em um comício realizado em Charleston, na Carolina do Sul, West, que tem a intenção de concorrer como candidato independente à Presidência dos EUA, vestiu um colete à prova de balas e ostentava um "2020" aparado em seus cabelos.

Em seu discurso, detalhado pelo site TMZ, ele fez críticas à abolicionista Harriet Tubman, afirmou que os democratas nunca "fizeram nada pelos negros" e deu declarações em que sugere ser contra o aborto e a pílula do dia seguinte.

Sobre Tubman, considerada uma das principais figuras do abolicionismo norte-americano (ela comandou missões em Maryland no século 19 nas quais conseguiu libertar entre 60 e 70 escravizados), Kanye West afirmou que ela "nunca realmente libertou os escravos, ela apenas mandou os escravos trabalharem para outras pessoas brancas".

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, uma mulher que acompanha o discurso diz, logo após a fala de West sobre Tubman: "Nós vamos embora agora".

Em outro momento que chamou a atenção, Kanye deu a entender que é contrário ao aborto e às pílulas anticoncepcionais. Aos prantos, ele gritou "eu quase matei minha filha! eu quase matei minha filha!". "Sem mais plano A, ou plano B", complementou o cantor.

Segundo o site da revista US Magazine, a fala do cantor remete a quando Kim Kardashian, socialite com a qual é casado, descobriu que estava grávida. Quando ela disse a ele a notícia, ambos cogitaram "tomar uma pílula para interromper a gravidez". West afirmou que, caso ela queira se divorciar dele após esse discurso, ao menos eles têm agora North (filha do casal).

Ele alternou seu humor durante o comício, com risadas, momentos de raiva e de choro. Ainda na pauta do aborto, ele afirmou que sua mãe, que já morreu, teria salvo sua vida ao recusar o pedido de seu pai para que ela interrompesse a gestação.

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