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Mario Frias diz que 'há possibilidade real' de virar secretário de Cultura

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo

21/05/2020 14h57

O ator Mario Frias usou suas redes sociais para esclarecer sua situação frente à possibilidade de assumir a secretaria especial de Cultura, que era comandada até ontem por Regina Duarte. Segundo ele, as chances de assumir a função são reais, mas dependem de Jair Bolsonaro (sem partido) oficializar uma decisão.

"Quero esclarecer para quem vem divulgando notas na mídia de que eu já assumi a secretaria de cultura: isso não é verdade", disse ele, em vídeo.

"O que aconteceu é que tive a oportunidade de passar dois dias com o presidente Jair Bolsonaro, o que já me enche de orgulho e esperança. Existe essa possibilidade real, mas só quem pode divulgar e assinar é o presidente, ok?", complementou. "Vamos acompanhar os fatos e aguardar na fé."

Obrigado por todas as mensagens enviadas. Deus abençoe a todos nós.

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Frias ainda dedicou uma mensagem a eleitores de Bolsonaro, a quem apoia.

"Pessoal, quero dar um recado para vocês. Você aí que acredita no governo, como eu, que acredita no presidente Jair Bolsonaro, como eu: não tenha medo. Não tenha medo. Bote pra fora, diga o que' você pensa em alto e bom som, porque nesse momento é o que o Brasil mais precisa e é o que o nosso presidente mais precisa", afirmou o ator, que ficou famoso em "Malhação".

A secretaria que se foi, sem nunca ter sido

UOL Notícias

Saída de Regina Duarte

Bolsonaro justificou ontem a saída de Regina Duarte afirmando que a atriz estava com saudade da família e que a mudança seria para o "bem" dela, em respeito ao "passado" da atriz - que encerrou um contrato de mais de 50 anos com a TV Globo para virar secretária - e "por tudo o que representa para todos nós". A Cinemateca fica em São Paulo, o que facilitaria que ela estivesse mais presente com a família.

Nos bastidores do governo, auxiliares diziam que tanto Bolsonaro quanto Regina estavam insatisfeitos um com o outro e se dedicaram a encontrar uma saída honrosa para a artista. O desembarque de Regina do governo foi selado ontem em um café da manhã no Palácio da Alvorada.

Bolsonaro já havia reclamado publicamente que Regina não dava expediente em Brasília e observou que ela trabalhava de São Paulo, pela internet, o que prejudicava a gestão da pasta. Regina, por sua vez, se via como um alvo do núcleo olavista atuante em larga escala dentro do Executivo. O grupo, formado por seguidores do ideólogo de direita e guru bolsonarista Olavo de Carvalho, exerceu pressão interna e também nas redes sociais para que a atriz fosse destituída do cargo.

Na esteira desse processo de fritura, Bolsonaro decidiu reconduzir ao comando da Funarte o maestro Dante Mantovani, que havia sido demitido por Regina dois meses antes. Esvaziada, a artista pediu para conversar com o presidente e expôs a sua insatisfação. Ela esperava ter carta branca - algo que foi prometido pelo presidente - para poder nomear os subordinados. Desde então, e também motivada pela vontade de trabalhar em São Paulo, começou a vislumbrar a sua saída da secretaria.

Ao sair, Regina afirmou que continua "acreditando no sonho de achar o caminho do meio. Vou lutar sempre por escapar do ambiente raivoso que acomete parte do setor, um grupo que trabalha quotidianamente não para construir nada, mas para separar os criadores de arte, impondo o atraso, impedindo a conexão de todos".

Sobre a ida à cinemateca, Regina disse: "Acabo de ganhar um presente, que é o sonho de qualquer profissional de comunicação, de audiovisual, de cinema e de teatro, um convite para fazer cinemateca que é um braço da cultura em São Paulo. Ficar secretariando o governo na cultura dentro da cinemateca. Pode ter presente maior do que isso?".

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