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Cinemas da Itália visam reabertura em junho; distribuidores buscam soluções

Distribuidores e expositores italianos estão se preparando para os lançamentos e encontrando soluções criativas - Getty Images / EyeEm
Distribuidores e expositores italianos estão se preparando para os lançamentos e encontrando soluções criativas Imagem: Getty Images / EyeEm

Do UOL, em São Paulo

18/05/2020 09h34Atualizada em 18/05/2020 09h48

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, disse nesse final de semana que os cinemas do país poderão reabrir em 15 de junho. Sendo assim, os distribuidores e expositores italianos estão se preparando para os lançamentos e encontrando soluções para a retomada das atividades.

"Para abrir as salas de cinema, o público precisa se sentir seguro e relaxado", disse à Variety Andrea Occhipinti, chefe da produtora e distribuidora italiana "Lucky Red" e chefe da cadeia nacional de circuitos de cinema, o "Circuito Cinema".

"Como expositores, precisamos entender quantas pessoas realmente irão (ao cinema)", acrescentou, destacando que se os cinemas operarem com menos de 30% da capacidade, "será um pouco complicado economicamente".

Outro desafio para o circuito na Itália após a pandemia do novo coronavírus é uma escassez de novas produções. Enquanto isso, para manter o público, a "Lucky Red" e o "Circuito Cinema" criaram uma plataforma de streaming chamada "MioCinema".

Nela, o público pode pagar sete euros (aproximadamente R$ 43,80) para ver um filme online, com 40% do lucro indo para um cinema que está fechado. O serviço foi lançado hoje com "Os Miseráveis".

"A ideia não é ganhar dinheiro com a plataforma, mas criar um ecossistema para títulos de arte com cinemas no centro", observou Occhipinti.

Na próxima quarta-feira (20), será lançada outra plataforma semelhante na Itália, a "IoRestoinSala".

A Itália é um dos países mais atingidos pelo coronavírus, com 225,4 mil casos e 31,9 mil mortes. Os números, porém, têm apresentado uma tendência de queda há mais de um mês. Ontem, a Defesa Civil registrou o menor número de novos casos desde 4 de março, com 675, e a menor quantidade de novas mortes desde 9 de março, com 145.

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