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Os altos e baixos de 'Walking Dead' (e por que você deveria voltar a vê-la)

Daryl (Norman Reedus) e Carol (Melissa McBride) em The Walking Dead - JACKSON LEE DAVIS/AMC
Daryl (Norman Reedus) e Carol (Melissa McBride) em The Walking Dead Imagem: JACKSON LEE DAVIS/AMC

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

24/03/2020 04h00Atualizada em 15/04/2020 15h22

No ar há dez temporadas, e com a 11ª a caminho, "The Walking Dead" tem despertado uma relação de amor e ódio com os fãs. Às vezes a gente adora, às vezes a gente sente raiva, mas simplesmente não consegue ficar muito tempo longe dessa série. São dez anos de altos e baixos (alguns bem baixos, nós sabemos), mas ela está em um ótimo momento desde a nona temporada, que entra hoje na Netflix —e vamos provar isso para você enquanto relembramos tudo o que "TWD" já aprontou com os nossos corações.

Mas atenção: há spoilers abaixo. Não prossiga se não quiser saber o que acontece.

O começo de tudo

"The Walking Dead" conquistou o público (e a crítica) logo que estreou, em 2010, com seu mundo pós-apocalíptico e seus zumbis assustadores.

Mortes e mais mortes

"TWD" foi uma das primeiras séries grandes a ter coragem de matar personagens principais (e, geralmente, com muito sangue envolvido). Foi assim com Shane, Lori, Andrea, Hershel... Nem criança se salvou! Era difícil, mas não dava para desgrudar da TV.

A audiência refletiu bem isso: as 5 milhões de pessoas que assistiram ao primeiro episódio da série viraram 17 milhões na estreia da quinta temporada.

Xiii...

Lá para a sexta temporada, algo começou a dar errado. A história passou a ficar repetitiva, com a comunidade de Rick sempre sofrendo na mão de um grupo novo. E nem vamos falar do golpe da "falsa morte" de Glenn, que brincou com a gente à toa.

Aí veio Negan. Um vilão irônico, carismático e assustador, que tinha tudo para mudar o jogo após matar Glenn e Abraham brutalmente e chocar os fãs.

Mas não foi bem assim. A série enrolou demais na guerra de Rick e Negan (duas temporadas, para ser mais exata) e testou a paciência do público. Um estudo até mostrou que a aprovação da série começou a cair após a entrada do vilão. Coincidência? Acho que não.

E nem vamos falar na morte do Carl, que deixou muita gente indignada...

A volta por cima

A história começou a mudar com a entrada da "showrunner" Angela Kang, na nona temporada. Ela tirou Rick de cena (um pedido do ator Andrew Lincoln, que vai voltar ao papel em uma trilogia de filmes) e fez quase um reboot da história, com os personagens agora focados em reconstruir a civilização (e mais bem desenvolvidos). E, claro, Judith crescida! <3

Kang trouxe ainda um novo grupo de vilões: os Sussurradores, humanos que se disfarçam entre hordas de zumbis e são comandados pela sinistra Alpha. Com eles, veio de novo aquele clima de terror que a série tinha em seu início —e, finalmente, um desafio diferente para os sobreviventes (e para nós).

A história continua interessante e surpreendente nessa décima temporada, que acabou de se despedir de Michonne em um episódio bem surreal. Dá até dó de saber que muita gente deixou de acompanhar. Se você está nesse time, pode voltar sem medo: "The Walking Dead" ficou boa de novo!

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