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Ludmilla faz show de substituição com gosto de headliner no festival GRLS!

Amanda Cavalcanti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

07/03/2020 20h31

Ludmilla mostrou hoje durante show no festival GRLS, que acontece no Memorial da América Latina, em São Paulo, que nunca será "substituta".

Ontem, um dia antes do festival, o público foi surpreendido por um cancelamento de última hora: a rapper Tierra Whack, conhecida por seu álbum de músicas de um minuto "Whack World", lançado em 2018, cancelou sua apresentação.

A atração anunciada no lugar de Tierra foi a da cantora brasileira, que fez o público esquecer da substituição de última hora com um show memorável. A cantora também teve um momentos de carinho no palco com a mulher, Brunna Gonçalves, com quem trocou beijos durante a apresentação.

"Cheguei", São Paulo

A cantora abriu o show com o hit "Cheguei", um de seus primeiros singles como Ludmilla (antes, quando tinha uma carreira no funk, seu nome artístico era MC Beyoncé). Durante a música, a cantora parou a apresentação para pedir ajuda para uma pessoa que passava mal no público.

"Pelo amor de Deus, sem morrer agora que eu cheguei", disse, mantendo o bom humor. Depois que o fã foi socorrido, a cantora reiniciou o show e saiu do palco para subir novamente.

Se arriscando na batera

Acompanhada de uma banda completa, Ludmilla deixou as bases eletrônicas de lado e fez diferentes versões de suas músicas, acompanhada por baixo, bateria e guitarra. Num momento, entre as faixas "Bom" e "Pulando na Pipoca", ela tomou a bateria e fez um solo.

Grande produção

A pirotecnia foi companheira de Ludmilla no show: entre confetes, jogos de luz que acompanhavam as músicas (em "Verdinha", por exemplo, o palco inteiro ficou verde"), um time de bailarinas (que incluíam sua mulher, Brunna Gonçalves), e seu nome estampado no telão, a cantora não deixou a desejar aos grandes shows de cantoras pop.

Quer hits? Então toma

O show lembrou o público de que Ludmilla foi dona de muitos grandes hits durante a década passada: desde "Fala Mal de Mim" (2012), sua primeira grande faixa como MC Beyoncé, passando por "Não Quero Mais", parceria com Belo de 2014, até a mais recente "Verdinha" (2019), a cantora esbanjou hits e foi acompanhada pela cantoria do público.

"Verdinha"

Ela mesma percebeu a popularidade ao cantar "Verdinha" e, logo depois de encerrar a faixa, declarou: "Percebi que todo mundo sabia a letra, mas tinha uma base por baixo."

Em seguida, incitou o público a cantar a faixa a capella e foi acompanhada por um grande coro. "Quando te perguntarem como foi o festival amanhã, você responde: fiquei loucona, chapadona", disse ao final da segunda apresentação da música.

Covers

Ludmilla mostrou que apesar de não ser mais MC Beyoncé, ela não deixou seu passado no funk pra trás e homenageou a história do funk carioca, tocando "Rap da Felicidade" (1994), de Cidinho e Doca, e "Vamos Pra Gaiola" (2018), de MC Kevin o Chris, além das suas "Fala Mal de Mim" e "Não Encosta", parceria com o DJ Rennan da Penha.

Mais alguns covers também fizeram parte do repertório da cantora: ela homenageou seu antigo pseudônimo com um cover de "Halo", da Beyoncé, e também cantou "Teu Segredo", do Exaltasamba;

Ludmilla também emulou uma onda de axé anos 90, parando o show para ensinar a coreografia de algumas de suas parcerias, como "Invocada", com Léo Santana, e "Pulando na Pipoca", uma tentativa de hit do carnaval de 2020 com Ivete Sangalo.

Entre o amor e a put****

Dividindo sua apresentação entre momentos de "sofrência" e momentos de "put***", Ludmilla cativou o público com muitas faixas famosas e um carisma que esteve presente durante toda a apresentação, que durou cerca de uma hora.

Também sobrou um momento para a celebração do amor entre mulheres: entre uma faixa e outra, a cantora parou para dar um beijo em Brunna, com quem se casou em dezembro.

Funk