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Cinco coisas que aprendi vendo o novo 'O Grito' sozinho em uma sala escura

Cena do novo O Grito, dirigido por Nicolas Pesce - Divulgação
Cena do novo O Grito, dirigido por Nicolas Pesce Imagem: Divulgação

Leonardo Rodrigues

Do UOL, em São Paulo

13/02/2020 04h00

Assistir ao novo "O Grito", que estreia hoje nos cinemas, sozinho em uma sala escura aconteceu por acaso. A forte chuva que caiu em São Paulo nesta semana combinada à desatenção do repórter, que confundiu o horário da segunda sessão prevista para a imprensa, proporcionaram essa experiência inusitada e exclusiva, na sede da distribuidora do filme, a Sony, que gentilmente o projetou ontem pela segunda vez no dia.

Antes de tudo, preciso confessar: por ser cético de tudo, nunca tive medo de sobrenatural durante minha vida adulta e sempre quis passar —ou ao menos ver, pode ser de longe— por um fenômeno sobrenatural real —também quero ver ETs—. Aí reside a maior parte do meu interesse pelo gênero do terror. Não foi exatamente o que aconteceu dessa vez, mas algumas coisas precisam ser admitidas aqui.

Coisas estranhas aconteceram nesta sala durante a exibição de O Grito - Leonardo Rodrigues/UOL - Leonardo Rodrigues/UOL
Coisas estranhas aconteceram nesta sala durante a exibição de O Grito
Imagem: Leonardo Rodrigues/UOL

As luzes da sala piscaram repetidamente de forma estranha quando foram apagadas antes da projeção? Sim. Barulhos indefinidos surgiram ao redor da cabeça do repórter, que não sabia se era caso do som surround, do ruído da poltrona ou de algo do além? Positivo. O lápis que ele carregava caiu em uma das cenas mais críticas e, por força maior, ele não teve coragem de afundar a mão no carpete para procurá-lo na escuridão? Aconteceu. Mas você não precisa ter medo.

Segundo capítulo 100% americano da franquia, o novo Grito, é um bom filme de gênero e merece ser visto, mesmo carecendo de inspiração e novidades. A produção acerta no ótimo elenco, capitaneado por Andrea Riseborough e John Cho, e mostra didaticamente como a maldição da refilmagem de 2004 alastrou-se pelos Estados Unidos quando uma mãe de família americana retorna do Japão depois de trabalhar na casa da primeira história. Se você é do time dos fantasmofóbicos, este também também é um longa que pode te ensinar bastante.

Veja abaixo cinco importantes lições aprendidas com o novo Grito.

1. Tome banho com vários espelhos no box

A imagem está no pôster do filme e retrata um dos primeiros fenômenos que acometem o pobre Peter Spencer (John Cho), o corretor de imóveis que tenta fechar negócio com a casa amaldiçoada, Você não pode entrar nela caso não queira ser assombrado pelo resto da vida, e ele faz isso. Ao ir pro chuveiro, começa a sentir dedos cadavéricos massageando o couro cabeludo, que somem rapidamente quando ele os percebe. O suficiente para estragar a ducha e criar o primeiro trauma do personagem. Quer evitar isso? Um box cercado de espelhos ajudaria.

Cena de o novo O Grito - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

2. Quando estiver sozinho, observe se é realmente seu cão que está te lambendo

Muldoon (Andrea Riseborough), a detetive de O Grito, comete o mesmo erro de Spencer. Ela entra na casa para investigar os acontecimentos sangrentos. Sua primeira visão é a filha da família Landers, Melinda, e em sequida, já em casa lendo e relaxando no sofá, ela começa a sentir uma lambida no pé. É a língua de seu cão de estimação, Frank. Momentos se passam, e de repente ela sente mais um pouco de saliva, mas o cachorro havia ido para outro canto da sala. É isso mesmo que você está pensando. Na dúvida, certifique-se sempre que seu labrador fofo não é um espectro.

3. Nunca lave o rosto afundando-o na pia

Você tem esse hábito? Mas não seria mais fácil simplesmente tomar um banho ou jogar um pouco de água na cara? No filme, Muldoon decide lavar o rosto da maneira mais perigosa possível em um terror, e logo sente que sua cabeça está sendo empurrada pelo fantasma de Sam Landers na tentativa de matá-la por asfixia. A cena é rápida, como todas da primeira parte da trama, mas pode servir de conselho para quem costuma ter a cara mesmo com água entrando pelo nariz. Evite. Essa não é uma sensação legal, de qualquer forma.

Cena do novo O Grito - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

4. Não volte até a cozinha para apagar as luzes

Uma dica para os medrosos. Fantasmas de o Grito —e de vários outros filmes— têm o péssimo hábito de aparecer na penumbra na hora de apagar a luz em determinados cômodos, especialmente se você estiver armado —mas por favor não faça isso!—, como a detetive Muldoon passando pela cozinha. Quem avisa amigo é: urine bastante antes de dormir e evite se levantar no meio da noite. Se levantar, não acenda nem apague a luz. Se elas já estiverem acesas, deixe acesas. Simples assim.

5. Não durma com a barriga pra cima

Existe filme de terror com fantasma aterrorizando insones tentando dormir de bruços? Provavelmente não. Eles sempre atacam quando você está de barriga para cima, como acontece com a senhora Faith Matheson (Lin Shaye). Resumindo, se você tem medo de assombração, evite a posição na cama. De barriga para baixo também não é bom para a coluna, e o ideal é dormir de lado, mas nada garante que o fantasma vá te evitar desse jeito. Mas não custa tentar. E LEMBRE-SE SEMPRE do principal ensinamento de O Grito. Não importa o que aconteça. Faça como o detetive Wilson (William Sadler) e NUNCA entre em uma casa mal-assombrada.

Cena do remake O Grito (2020) - Divulgação/IMDb - Divulgação/IMDb
Imagem: Divulgação/IMDb

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