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Bafta: Pitt zoa príncipe Harry e Phoenix ataca racismo em discurso

Joaquin Phoenix no Bafta 2020 - Tolga Akmen/AFP
Joaquin Phoenix no Bafta 2020 Imagem: Tolga Akmen/AFP

Do UOL, em São Paulo

03/02/2020 10h33

Resumo da notícia

  • Brad Pitt e Joaquin Phoenix se destacaram com discursos no Bafta
  • Pitt disse que vai batizar sua estatueta de "Harry", se referindo ao príncipe
  • "Vou levá-la comigo para os EUA", brincou
  • Já Phoenix atacou racismo da premiação, que só indicou atores brancos
  • "As pessoas só querem ser reconhecidas por seu trabalho", disse

A noite do Bafta, principal prêmio da indústria cinematográfica britânica, foi marcada por grandes discursos. Brad Pitt (que venceu melhor ator coadjuvante por Era Uma Vez em... Hollywood) e Joaquin Phoenix (que levou melhor ator por Coringa), particularmente, se destacaram.

Pitt nem mesmo precisou comparecer à cerimônia para levar a plateia ao riso, mandando sua colega de elenco Margot Robbie para ler um discurso preparado por ele e aceitar a estatueta.

"Ei, Grã-Bretanha, eu ouvi dizer que você acabou de ficar solteira", brincou ele, se referindo ao Brexit, separação do país da União Europeia. "Bem-vinda ao clube, e espero que o acordo de divórcio corra bem".

Depois de agradecer ao diretor Quentin Tarantino, ele também revelou que vai batizar a sua estatueta de "Harry". "Estou ansioso para levá-la de volta aos EUA comigo", completou, brincando com o afastamento do príncipe Harry da família real e sua mudança para a América do Norte.

Papo sério

Em contraste com o discurso descontraído de Pitt, Joaquin Phoenix resolveu "falar sério" ao aceitar o prêmio de melhor ator. O astro de Coringa abordou as acusações de racismo contra a academia do Bafta, que só indicou atores brancos em 2020.

"Eu me sinto mal por perceber que tantos atores [não-brancos] não têm as mesmas oportunidades e privilégio que eu tenho", comentou. "Esta indústria está mandando uma mensagem clara para as pessoas de cor, dizendo que elas não são bem-vindas aqui".

"Ninguém quer tratamento preferencial", opinou ainda. "As pessoas só querem ser reconhecidas por seu trabalho".

Phoenix admitiu que ele mesmo é "parte do problema". "Precisamos trabalhar duro para entender de verdade o racismo sistêmico... as pessoas que se beneficiaram disso por muito tempo precisam fazer isso. É nossa responsabilidade", completou.