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Stephen King se retrata por polêmica a respeito de diversidade no Oscar

Stephen King responde polêmica de Star Wars 9 -
Stephen King responde polêmica de Star Wars 9

Colaboração para o UOL

de São Paulo

27/01/2020 16h47

Em um artigo escrito para o The Washington Post, Stephen King se retratou sobre a polêmica a respeito de um tweet, onde o venerado escritor comentou sobre a diversidade no Oscar.

No dia 14 de janeiro, King escreveu em sua conta na rede social: ""Como um escritor, eu posso ser indicado em apenas três categorias: Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, e Melhor Roteiro Original. Para mim, o problema da diversidade - da forma que se aplica aos atores e diretores individualmente - não surgiu. Dito isto, eu nunca consideraria a diversidade quando o assunto é arte. Somente a qualidade. Para mim, fazer o contrário é errado", comentou.

Imediatamente ao post, King recebeu uma chuva de críticas por sua posição. Ava DuVernay, diretora de filmes que tratam do preconceito racial como Selma e a minissérie Olhos Que Condenam, foi uma das celebridades a condenar a declaração do escritor. "Quando você acorda, medita, alonga, procura seu telefone para verificar o mundo e vê um tweet de alguém que você admira que é tão atrasado e ignorante que você quer voltar para a cama", comentou na ocasião.

Hoje, o autor de O Iluminado, It - A Coisa e Cemitério Maldito publicou o artigo no jornal americano, sob o título "O Oscar ainda é fraudado em favor dos brancos", onde ele explicou seu ponto de vista.

"Discussões sobre artes e cultura, como discussões sobre política, tornaram-se cada vez mais amargas e polarizadas nos últimos anos", diz um trecho do artigo. "Linhas de crença são desenhadas com tinta indelével e, se você passar por cima delas - intencionalmente ou não - você se encontra na versão de mídia social das ações e está sujeito a uma enxurrada de nabos e repolhos eletrônicos", acrescentou.

Neste momento, King fez seu mea culpa: "Passei por uma dessas linhas recentemente, dizendo algo no Twitter que, por engano, não era controverso: 'Eu nunca consideraria a diversidade em matéria de arte. Apenas qualidade. Parece-me que fazer o contrário seria errado. O assunto foi o Oscar. Eu também disse, em essência, que aqueles que julgam a excelência criativa devem ser cegos para questões de raça, gênero ou orientação sexual", explicou.

"Eu não disse que era o caso hoje, porque nada poderia estar mais longe da verdade. Também não disse que filmes, romances, peças de teatro e música com foco na diversidade e/ou desigualdade não podem ser obras de gênio criativo. Eles podem ser, e muitas vezes são. A minissérie Netflix da Ava DuVernay em 2019, Olhos que Condenam, sobre as condenações equivocadas do Central Park Five, é um caso esplêndido", elogiou.

No fim, ele arrematou: "Nós não vivemos nesse mundo perfeito, e as nomeações menos do que diversificadas deste ano para o Oscar mais uma vez o provam. Talvez algum dia nós iremos. Eu posso sonhar, não posso? Afinal, eu faço essas coisas para ganhar a vida", finalizou.

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