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Edital da Funarte que proíbe rock causa polêmica, mas critério vem de 2013

Dante Mantovani em coletiva de imprensa da Funarte no Rio - Rafael Godinho/ UOL
Dante Mantovani em coletiva de imprensa da Funarte no Rio Imagem: Rafael Godinho/ UOL

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

23/01/2020 13h33

A proibição da participação de bandas de rock no edital anunciado ontem pela Funarte (Fundação Nacional de Artes), da edição 2020 do Prêmio de Apoio a Bandas de Música, gerou polêmica nas redes sociais. Apesar da crítica e da surpresa de muitos internautas, a restrição é antiga e remonta desde o primeiro edital de 2013, quando o prêmio trazia critério semelhante.

O edital deste ano traz um aporte de R$ 5,4 milhões para distribuir gratuitamente 790 instrumentos de sopro para 158 conjuntos musicais.
O texto do edital diz que "não poderão participar? 'bandas de pífanos', 'bandas de rock', 'bigbands', orquestra de sopro, bem como conjuntos musicais assemelhados, conjuntos musicais de instituições religiosas, bandas militares." A redação é similar à de 2013, com o apurou o UOL.

Em nota publicada hoje, o presidente da Funarte, Dante Mantovani, explicou que o edital "serve à distribuição de instrumentos apenas para bandas civis 'tradicionais', e não para outros tipos de bandas."

"Em segundo lugar, porque a Funarte realiza o Projeto Bandas (do qual faz parte essa ação) há 44 anos, desde 2007 por edital, com os mesmos critérios atuais. A redação atual é quase igual nas três versões anteriores, 2007, 2010 (Procultura) e 2012, não sendo absolutamente uma novidade", diz.

A Funarte explica ainda que a redação desse item "sempre visou apenas a evitar confusão com outros tipos de bandas, não somente as de rock."

"Estas, como outros tipos de bandas diferentes das bandas civis tradicionais, nunca foram incluídas nesse prêmio. Além disso, 'bandas de música' sempre foi considerada pela Funarte como uma linguagem musical específica, distinta das demais. As bandas tradicionais realizam, em milhares de municípios brasileiros, um trabalho de formação musical, que qualifica artistas para orquestras", afirma.

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