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Paula Lavigne sobre Regina Duarte: "É de direita, mas não é nazista"

A produtora cultural Paula Lavigne - ROBERTO FILHO / BRAZIL NEWS
A produtora cultural Paula Lavigne Imagem: ROBERTO FILHO / BRAZIL NEWS

Gabriel Sabóia

Do UOL, no Rio

18/01/2020 13h33

A empresária e produtora cultural Paula Lavigne afirmou que uma eventual nomeação da atriz Regina Duarte na Secretaria Especial de Cultura do governo federal "pode ajudar" a classe artística. Crítica do mandato de Jair Bolsonaro (sem partido) e organizadora do movimento 342 Artes, Lavigne destacou que Regina "é de direita, mas não é nazista".

"Acho que na situação de desmonte total da cultura que estamos vivendo, ter Regina Duarte pode ajudar. Ela é de direita, mas não é nazista: redução de danos", disse ao jornal O Estado de S. Paulo.

Convidada por Bolsonaro para substituir Roberto Alvim na secretaria, Regina Duarte afirmou ontem que ainda não se "sentia preparada" para o cargo, mas prometeu dar uma resposta hoje.

Pela manhã, ela publicou uma foto exaltando números do governo federal, em seu perfil no Instagram. A imagem de Bolsonaro é acompanhada de índices positivos, como a queda do número de homicídios e de estupros no seu primeiro ano de mandato.

Na legenda, Regina escreveu: "Bom dia. Nunca é demais lembrar o tanto de respeito que este governo tem pelo seu povo".

Bom dia . Nunca é demais lembrar o tanto de respeito que este governo tem pelo seu povo .

Uma publicação compartilhada por Regina (@reginaduarte) em

Ontem, logo depois da confirmação do convite, a hashtag "#AceitaRegina" figurava entre as dez mais comentadas do Twitter.

Roberto Alvim foi exonerado por Bolsonaro depois de parafrasear Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, em vídeo publicado na noite de quinta-feira (16).

"Infeliz coincidência retórica"

Após a repercussão negativa, Alvim culpou sua assessoria pelo ocorrido e afirmou que o episódio foi uma "infeliz coincidência retórica" resultante de uma pesquisa no Google. Ele admitiu ter redigido 90% do pronunciamento, mas não se responsabilizou pelas frases copiadas de um dos textos do ministro da Alemanha nazista.

A ideia original, segundo o agora ex-secretário, era buscar discursos sobre o tema "nacionalismo em arte". "Qualquer pessoa com o mínimo de sanidade mental não pode ser cúmplice ou simpática a um regime que exterminou pessoas, um regime tão genocida quanto todos os regimes de esquerda ao longo do século 20", disse.

Exoneração de Alvim e reação de Bolsonaro

Em nota, o presidente Jair Bolsonaro definiu o pronunciamento de Alvim como infeliz e repudiou ideologias totalitárias. Segundo Bolsonaro, ainda que o ex-secretário tenha se desculpado, copiar falas de um ministro nazista tornou sua permanência na pasta insustentável.

"Comunico o desligamento de Roberto Alvim da Secretaria de Cultura do Governo. Um pronunciamento infeliz, ainda que tenha se desculpado, tornou insustentável a sua permanência. Reitero nosso repúdio às ideologias totalitárias e genocidas, bem como qualquer tipo de ilação às mesmas. Manifestamos também nosso total e irrestrito apoio à comunidade judaica, da qual somos amigos e compartilhamos valores em comum."

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