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De olho em feijoada brasileira, Khruangbin explica origem de seu som único

Mark Speer, Laura Lee e DJ, do Khruangbin - Divulgação
Mark Speer, Laura Lee e DJ, do Khruangbin
Imagem: Divulgação

Osmar Portilho

Do UOL, em São Paulo

13/11/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Trio texano é famoso por som instrumental e experimental
  • Banda é uma das atrações do Popload Festival, em SP

O nome é difícil de escrever e também de falar, mas que som fácil de se escutar o feito pelo trio texano Khruangbin (pronuncia-se "crumgbim"). Laura Lee, Mark Speer e Donald "DJ" Johnson se apresentam hoje no Circo Voador (Rio de Janeiro) e também são atração do Popload Festival, que acontece nesta sexta-feira no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Em conversa por telefone com o UOL, o trio falou sobre a empolgação de voltar ao país. "Estou empolgado para voltar ao Brasil desde a primeira vez que fomos aí, há três anos. Estou pronto para comer feijoada", brincou o guitarrista Mark Speer. Ao comentar que o prato é servido na capital paulista às quartas-feiras e aos sábados, o americano ficou feliz ao saber que a agenda do trio no país bateria com seu desejo: "Perfeito!".

De origem tailandesa, a palavra "khruangbin" significa "avião" e batiza o grupo, que mistura psicodelia, soul, rock e vários outros ritmos — incluindo funk tailandês — em suas composições, a grande maioria temas instrumentais deliciosos para se ouvir alto e sem compromisso.

Essa mistura sonora pouco óbvia, como explica a baixista Laura Lee, surgiu de um vídeo. "Mark estava assistindo a um documentário sobre música do Afeganistão na casa de um amigo em comum. Ele também me deu um livro e acabamos trocando números de telefone. E acabamos virando amigos".

Divulgação
Imagem: Divulgação

Já a história entre DJ e Speer já havia se cruzado antes, quando ambos tocavam como músicos contratados de uma igreja metodista. "A gente já se conhecia por causa da cena local de Houston antes de trabalhar lá", completou o baterista, que também toca teclados ocasionalmente.

Khruangbin, que som é esse?

Segundo o trio, Laura Lee é a primeira a colocar as ideias na mesa. As primeiras melodias das jams da banda começam em seu baixo. "Eu tinha acabado de começar a tocar a instrumento. Na época, Mark e DJ achavam algo fofo o jeito que eu tocava, algo como criança aprendendo. Eu começava a tocar e então eles me seguiam com a guitarra e a bateria", explicou ela. "Até hoje, 98% das músicas nascem desta maneira", completou Mark.

Ao ler matérias sobre Khruangbin, temos uma nítida impressão da dificuldade de seus ouvintes em rotular o som da banda. As tentativas passam por soul, funk, surf music, mas nenhuma definição é capaz de abranger em totalidade seu som.

E eles também passam por isso. O baterista DJ disse o seguinte:

"Nós também temos essa dificuldade porque não conseguimos rotular nossa música. Às vezes nos perguntam sobre o som e eu não sei o que dizer. Instrumental, chill?. O fato de as pessoas terem problemas em nos rotular é algo muito legal"

"Esse é o ponto: ouvir a música e mostrar para seus amigos", completou Laura, que prometeu "coração aberto" em seus shows por aqui.

"Todo show nosso é diferente, principalmente quando estamos em outros países, mas queremos sentir o público e fazer algo especial", afirmou a baixista.

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