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Artista da Marvel apoia agressão contra Glenn, mas apaga post e se desculpa

O cartunista Joe Bennett apoiou a agressão de Augusto Nunes contra Glenn Greenwald - Montagem/UOL/Reprodução/Facebook/YouTube
O cartunista Joe Bennett apoiou a agressão de Augusto Nunes contra Glenn Greenwald Imagem: Montagem/UOL/Reprodução/Facebook/YouTube

Do UOL, em São Paulo

07/11/2019 16h11

A agressão de Augusto Nunes contra Glenn Greenwald, durante o programa Pânico de hoje, foi aplaudida por um cartunista da Marvel. Joe Bennett, quadrinista paraense que desenha The Immortal Hulk, apoiou o jornalista da Jovem Pan em seu Facebook, mas apagou a publicação após receber críticas.

"Augusto Nunes, seu caboclo foda!! Esse tapa foi meu também! Devia ter dado era um soco!!", escreveu o quadrinista em sua rede social. Imediatamente, a publicação repercutiu negativamente, e fãs da Marvel questionaram se a empresa manteria em seu time de colaboradores um defensor da violência física.

Joe Bennett apagou publicação em que apoia agressão de Augusto Nunes contra Glenn Greenwald - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Joe Bennett apagou publicação em que apoia agressão de Augusto Nunes contra Glenn Greenwald
Imagem: Reprodução/Facebook

Outras pessoas marcaram o perfil da CCXP 2019, evento que será realizado em dezembro com a presença de Joe Bennett, exigindo a retirada dele da lista de atrações do Artists' Alley.

A um seguidor, Bennett tentou explicar sua publicação. "Jura que tu pensa assim? Que a violência física é a resposta?", questionou um fã. "Os dois estão errados. Totalmente errados", respondeu.

Mais tarde, o quadrinista da Marvel pediu desculpas a Glenn Greenwald e sua família. Leia abaixo a íntegra da publicação:

Ao Glenn, David e filhos,

Infelizmente, algumas vezes, no calor do momento, o ser humano diz coisas das quais se arrepende e com as quais, fundamentalmente, não concorda.

Comemorar a agressão de qualquer pessoa, ainda mais um excelente pai e um bom marido, não é motivo de qualquer orgulho ou vibração.

Como artista, vivendo essencialmente da cultura e da arte, jamais concordei ou incentivei qualquer forma de violência contra qualquer pessoa.

Levado pelo calor do momento, por conta de questões partidárias, fiz comentários dos quais me arrependo e não representam, de forma alguma, minha pessoa e minhas atitudes.

Nenhuma visão política deve justificar ações violentas ou desumanas. Nenhum posicionamento político justifica desumanidade. Nenhum exercício de pleno, justo e regular trabalho deveria gerar perseguição, inimizade ou violência.

A democracia só caminha se houver tolerância e respeito. Minha manifestação fugiu dessas regras e, por isso, peço sinceras desculpas.

Prometo refletir ainda mais sobre meu ato e sobre as consequências dele, assim como, fico aberto ao diálogo, como forma de aprendizado mútuo e tolerância.