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Rock in Rio, vaias, chuva e Amazônia: Como foi a estreia de Drake no Brasil

Drake durante show no Rock in Rio - Reprodução
Drake durante show no Rock in Rio Imagem: Reprodução

Leonardo Rodrigues

Do UOL, no Rio de Janeiro

28/09/2019 01h55

Duas coisas que você precisa saber sobre Drake. Depois de chegar ao Rio em um Boeing 767 particular, o bilionário canadense já estreou em solo brasileiro. E ele fez um show histórico no Rock in Rio, em termos de relevância para o pop atual e sintonia com o público millennial, maioria no primeiro dia de festival. Por uma hora e meia, Drake reinou. Claro: reinou só para os presentes, já que a transmissão pela TV, que aconteceria no Multishow, foi vetada pelo rapper e enfureceu seu fãs. E fotos? Só de celular. Nada de fotógrafos da imprensa e de agências também.

O show bem-sucedido no país significa também uma das últimas barreiras quebradas pelo canadense, que ainda precisa enfrentar de frente o k-pop na Ásia. Nada que não esteja em vias de acontecer.

Assista a trecho de Hotline Bling, de Drake, no Rock in Rio

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Chuva pré-balada

Ela começou fina no início da noite e prosseguiu intermitente e mais forte até o momento em que Drake subiu ao palco. Foi quando ela finalmente cessou. "Eu tenho um objetivo aqui. Fazer a maior festa que vocês ja viram". Só quem estava lá viu e ouviu, inclusive algumas vaias que pintaram devido ao atraso de 25 minutos do show. A chuva chegou a voltar mais forte, mas o jogo já estava vencido.

Melhor show da vida?

Drake chegou a interromper a apresentação para um desabafo, que retomou no fim. "Eu estava nervoso nos bastidores por causa da chuva, não sabia se poderia fazer o show que vocês merecem. Mas vocês estão fazendo desse o melhor show que já fiz na minha vida. Na plateia, houve quem entendesse a frase como declaração de amor. Outros ficaram céticos. "Não caiam nessa, gente", disse um fã. A maioria caiu.

Como é o show

Tem cerca de 30 músicas. No Brasil, foram 27, a maior parte emendada em versões curtas, como uma grande jam de beats, flows e melodia. O palco é simples. Nada de projeções mirabolantes. Em algumas músicas, Drake exibiu versos e imagens, em outras, a bandeira brasileira e o Cristo Redentor. Vestindo preto, ele usou de um jogo de luzes básico, com duas dezenas de refletores ao fundo e um DJ. As músicas eram pontuadas por várias explosões de fogos de artifício.

Mensagem pró-Amazônia

Drake tem o costume de falar em suas letras sobre festas, cotidiano, amor, deixando de lado questões políticas típicas do rap, o que ajuda a explicar o sucesso dele entre as mais variadas tribos pop. Mas nem por isso ele deixou de se mostrar atualizado com o noticiário. Uma das mensagens exibidas por ele no telão ressaltou a importância da preservação da floresta amazônica. "O mundo é uma grande floresta e está queimando."

O que bombou

Os hits de Drake trouxeram os primeiros momentos de epifania no público do Rock in Rio. A grande maioria de 100 mil pessoas estava ali para vê-lo. Danças descontroladas, moshs com manos e manas, mãos pro alto no flow, pulos cegos, corinhos. Os hits solo do canadense foram ouvidos em toda a Cidade do Rock, entre eles In My Feelings, One Dance e God's Plan, que encerrou o show. A parceria com Rihanna, Work, também bombou.

Antes do início

Quando um artista está prestes a entrar no palco, é comum a plateia cantar músicas dele ou homenageá-lo com cânticos inspiradas em times de futebol. Não foi o caso, ou quase isso. Celebrando a boa fase do Flamengo no Brasileirão, vários grupos de fãs emendaram músicas cantadas pela torcida nos estádios, incluindo o hino do clube.

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