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Bruno Covas diz que não filtrará produções audiovisuais: "O nome disso é censura"

17.abr.2019 - Prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) - Bruno Brito/ Agência F8/ Estadão Conteúdo
17.abr.2019 - Prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) Imagem: Bruno Brito/ Agência F8/ Estadão Conteúdo

Carlos Minuano

Colaboração para o UOL

14/08/2019 22h31

Um grito de protesto marcou a abertura da 18° edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em São Paulo, evento que pela primeira vez é realizado na capital paulista e que trouxe o prefeito Bruno Covas (PSDB) apoiando as produções audiovisuais.

Foi só o primeiro "Fora, Bolsonaro" da noite, seguido de aplausos. Durante sua fala, o presidente da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Pelegrini foi interrompido mais algumas vezes.

"Estamos sob ataque", disse Pelegrini que tentou amenizar a temperatura, dizendo que apesar da falta de informação do governo a questão está aos poucos se esclarecendo.

Antes de terminar sua fala, foi interrompido por um grito de apoio ao governo. Mas o "fica Bolsonaro" não recebeu aplausos.

"Em São Paulo não haverá filtros em conteúdos de artistas", afirmou em seguida o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, sobre as declarações recentes do governo que apontavam para um possível controle em produções audiovisuais.

"O nome disso na verdade é censura", concluiu.

Quem também se manifestou na premiação foi o cineasta Cacá Diegues ao receber o prêmio por seu filme O Grande Circo Místico (Melhor Direção de Fotografia). ""Ninguém vai acabar com o cinema brasileiro. Tenho mais de 50 anos de carreira no audiovisual, já enfrentei tempos muito piores".