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Fãs encaram chuva e fila de 5 mil pessoas para comprar ingressos do BTS no Brasil

Renata Nogueira

Do UOL, em São Paulo

2019-03-11T11:51:03

2019-03-11T16:01:41

11/03/2019 11h51Atualizada em 11/03/2019 16h01

Parecia até dia de show ou de jogo. Mas a fila gigantesca no entorno do estádio Allianz Parque, na zona oeste de São Paulo, era para conseguir um disputado ingresso para o show do BTS, que só acontece no dia 25 de maio.

Até as 11h de hoje, uma hora antes da abertura oficial da bilheteria física, cerca de 5.000 pessoas entre fãs do grupo de k-pop e familiares se aglomeravam na fila organizada por grades que começava em frente à bilheteria e só terminava na praça Conde Francisco Matarazzo Jr., em uma das laterais do estádio.

Com dois bolsões na parte externa do estádio na Avenida Francisco Matarazzo, a fila seguia para a rua Padre Antônio Tomás, e cercava a praça. Enquanto aguardavam na fila, alguns fãs tentavam comprar o ingresso online, a maior parte sem sucesso, já que o site estava congestionado.

"Tem uma cota para a bilheteria física, mas quando acabar, acabou", informava um dos funcionários do Allianz Parque escalado para organizar a fila. Isso antes mesmo das vendas físicas abrirem. "Acabei de receber a informação que já temos 5.000 pessoas aqui", contou.

Fila para comprar ingresso para show do BTS tem 5 mil pessoas

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Tempestade e madrugada

A fila começou a ser organizada na tarde de ontem, antes mesmo da forte chuva que assolou a cidade. Quem chegou cedo se protegeu com lonas e guarda-chuvas e passou a noite acordado.

Foi o que contou o grupo que estava nos primeiros lugares. Liderados por Taya Souza, 31, eles chegaram no Allianz no dia 18 de fevereiro, quando o show foi anunciado. Em um esquema de revezamento não saem de lá desde então. São seis barracas com cerca de 50 pessoas cada.

Nem todos dormem no local, mas são identificados por adesivos e garantem os primeiros lugares tanto para comprar ingresso quando para o dia do show, que só acontece daqui mais de 2 meses.

Abertura das vendas

Perto do meio-dia, horário marcado para o início das vendas na bilheteria física, a chuva voltou tímida à zona oeste de São Paulo. Ambulantes aproveitavam para vender capas de chuva a R$ 5 e guarda-chuvas a R$ 15.

Bastante organizada, a fila abriu pontualmente ao meio-dia e seguiu a ordem estabelecida pelos fãs que ocupavam os primeiros lugares. Os funcionários orientavam os fãs e a alta demanda era atendida simultaneamente por oito guichês, inclusive de uma fila preferencial formada por idosos, pessoas com carrinho de bebês e deficientes.
 
Já a calçada em frente à bilheteria ficou tomada por pais aguardando os filhos e possíveis cambistas de olho nos primeiros fãs que saiam com os ingressos em mãos. O movimento dos cambistas era evidente, mas a reportagem não flagrou ninguém oferecendo ingressos. "Eles chegam aqui, entram na fila, e ficam perguntando para gente quem é BTS", acusou a fã Nayane Salvador, primeira da fila preferencial.

A menina ainda reclamou que os cambistas deixam sujeira por onde passam e não respeitam as regras de limpeza estabelecidas pelas "Army", como é chamado o fandom do BTS. Segundo Nayane, as fãs chegaram a acionar a polícia ontem à noite, que levou um dos cambistas mas o liberou em seguida.

Por volta das 14h, a fila no local aumentou e a organização estimou em 7 mil pessoas aguardando para comprar os ingressos. A fila era tão grande que chegou até o shopping West Plaza.

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