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Wagner Moura exibe placa de Marielle Franco no tapete vermelho de Berlim

Renata Nogueira*

Do UOL, em São Paulo

15/02/2019 15h37

Wagner Moura levou uma placa em homenagem à vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), assassinada a tiros em março de 2018, para o tapete vermelho do Festival de Berlim.

O ator está na Alemanha para divulgar "Marighella", seu filme de estreia como diretor, que teve sua premiere hoje no festival, um dos mais importantes do mundo.

A placa exibida por Moura reproduz o mesmo objeto que foi destruído há quatro meses por Daniel Silveira e Rodrigo Amorim, eleitos deputados federal e estadual pelo PSL, o partido do presidente Jair Bolsonaro. 

A placa da "rua Marielle Franco" era uma réplica não-oficial de indicação de rua no Rio de Janeiro e foi colocada sobre a da Praça Floriano, nome oficial da Cinelândia, onde fica a Câmara dos Vereadores.

"Marielle presente" e "Lula livre"

Wagner Moura, elenco e equipe de "Marighella" posam no tapete vermelho do Festival de Berlim antes de sessão de gala do filme, que faz sua estreia mundial na Alemanha - Andreas Rentz/Getty Images
Wagner Moura, elenco e equipe de "Marighella" posam no tapete vermelho do Festival de Berlim antes de sessão de gala do filme, que faz sua estreia mundial na Alemanha
Imagem: Andreas Rentz/Getty Images

O tapete vermelho de "Marighella" contou com a presença de Wagner Moura e outros atores do filme, como Seu Jorge, Bruno Gagliasso e Humberto Carrão.

Outros 30 integrantes da equipe, um número bastante superior à média das produções exibidas no festival alemão, vieram do Brasil especialmente para a sessão de gala do longa.

Ainda no tapete vermelho, o grupo fez coro com militantes de esquerda que gritaram "Marielle presente!". Antes do início da sessão, parte do público entoou gritos de "Lula livre".

Mais cedo, durante um encontro com jornalistas da imprensa brasileira e internacional, Wagner Moura disse que "adoraria mostrar o filme para Lula"

"Marighella" narra a história do guerrilheiro baiano que recorreu à luta armada para enfrentar a ditadura militar e foi morto em uma emboscada em 1969. Por ora, o filme não tem data de lançamento prevista no Brasil.

*com informações de Bruno Ghetti, em Berlim