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Ryan Reynolds cancela cirurgia no braço para promover "Deadpool 2" na China

Vanessa (Morena Baccarin) e Wade Wilson (Ryan Reynolds) em cena de "Deadpool 2" - Divulgação
Vanessa (Morena Baccarin) e Wade Wilson (Ryan Reynolds) em cena de "Deadpool 2" Imagem: Divulgação

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

21/01/2019 13h30

Para o astro Ryan Reynolds, levar a franquia "Deadpool" para a China pela primeira vez é mais importante do que tratar de uma fratura no braço esquerdo. O ator confessou que cancelou uma cirurgia no braço para viajar ao país asiático, onde "Deadpool 2" estreou durante o fim de semana.

Os chineses puderam ver uma versão censurada do filme da Fox, a mesma que foi lançada por aqui, em tom de piada, como "Era Uma Vez um Deadpool". Anteriormente, os filmes da franquia não passaram pelo crivo dos rígidos censores chineses.

"É um sonho meu há muito tempo trazer 'Deadpool' para a China e para os espectadores chineses. Para mim, isso é como o paraíso na Terra", comentou o ator. "Eu tinha uma cirurgia no braço, mas isso é mais importante. Não vou perder a oportunidade de vir à China".

O ator ainda se divertiu ao saber que os fãs chineses apelidaram Deadpool de ?Little Jianjian?, termo que pode ser traduzido como "pequena vadia". "Eu acho que a minha mulher me deu este apelido primeiro, mas a China pode ficar com o crédito", brincou.

"É sério, achei o apelido perfeito. 'Deadpool 3' deveria se chamar 'Deadpool: Pequena Vadia'", disse ainda. Reynolds confirmou que o time criativo da Fox já está trabalhando no terceiro filme da franquia, que deve "seguir um caminho bem diferente" dos dois primeiros.

A "Variety" conversou com alguns fãs do anti-herói na China, e constatou que a maioria deles já viu a versão sem censura do filme on-line. Muitos, no entanto, planejam ir aos cinemas mesmo assim.

Alex Zhang, uma fã de 17 anos, disse que "não vai deixar a bilheteria [do filme] ser muito ruim". A devoção ao "alto, bonito e forte" Ryan Reynolds é grande parte da razão: "É claro que eu vou assistir nos cinemas novamente. Tenho que fazer isso!", brincou.

Samantha Hu, de 21 anos, admitiu que a maioria dos chineses "não vai entender" o humor do filme, calcado em referências pop ocidentais. "Há partes do diálogo que nem mesmo eu entendo, e a tradução [das legendas] nem sempre é muito boa", confessou.

Hu também reclamou da censura necessária para o filme chegar aos cinemas do país. "É frustrante que as coisas que pessoas adultas querem ver no cinema não cheguem intactas aqui, mas estou feliz que o filme vai ser exibido de qualquer forma", comentou.