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Ozzy cutuca ex-companheiro do Black Sabbath: "pedia pra me calar nos solos"

Julio Cesar Guimaraes/UOL
Ozzy e Tony Iommi em show do Black Sabbath no Rio, em 2013 Imagem: Julio Cesar Guimaraes/UOL

Maurício Dehò

Do UOL, em São Paulo

31/10/2018 10h37

Aos 69 anos, Ozzy Osbourne segue na ativa, mesmo com a mão operada por conta de uma infecção e o anúncio de uma turnê de despedida que já passou pelo Brasil. E o inglês também não perdeu a língua afiada. Em entrevista à “Rolling Stone”, o vocalista falou sobre vida e morte e aproveitou para cutucar seu ex-companheiro de Black Sabbath Tony Iommi.

Ozzy afirmou que não se sentia à vontade no Black Sabbath porque, segundo ele: “não sou um vocalista sério”. A banda acabou em 2017.

“Não é permitido se divertir no Sabbath. É sério demais. Tony dizia para mim: ‘Porra, não fale em cima dos meus solos. E eu ‘Ok, tem certeza? A maior parte das músicas é solo. A introdução da música são malditos cinco minutos, aí eu canto por dois segundos e lá vem outro’”, afirmou Ozzy.

“Com minha banda [solo], eu tento me divertir. Pra mim, música é isso. Eu não sou um vocalista sério, sou só um frontman que quer agitar a galera”, disse Ozzy.

Ozzy contou que no meio dos anos 1990 se assustou com um diagnóstico de esclerose múltipla, mas que hoje vive bem, desde que foi esclarecido que ele tem Parkinson – uma dose baixa de remédios o deixa bem o suficiente para tocar a vida.

Por outro lado, recentemente ele teve de ser internado e operou a mão por conta de uma infecção bacteriana, muito provavelmente pega durante sessões em que se encontra com fãs. “O médico disse: ‘Você se lembra de falar com alguém e apertar as mãos’. Bem, eu faço meet and greet nos shows, então eu aperto umas 200 mãos por dia. Ele falou: ‘Isso explica’.”

Pela vida errática e os anos de consumo de drogas, Ozzy admite: “Eu devia ter morrido umas dez vezes. Não digo isso pra ser engraçado. Eu caí de um quadriciclo em 2003. Meu coração parou duas vezes. Tive algumas overdoses, que não me dão nenhum orgulho. Hoje eu não fumo tabaco. Não bebo álcool. Não uso mais drogas.”

“Nunca achei que chegaria tão longe. Cinquenta anos [na música] é muita coisa. Eu não entendo como ainda estou vivo, depois desses dias de caos. Eu acho que quem quer que seja o homem lá de cima, se é que há um, ele quer que eu fique por aqui”, concluiu.

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