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Robert De Niro responde ameaça: "Seu voto é mais poderoso que bombas"

O ator Robert De Niro, que já fez diversas críticas ao governo Trump - REUTERS/Lucas Jackson
O ator Robert De Niro, que já fez diversas críticas ao governo Trump Imagem: REUTERS/Lucas Jackson

Osmar Portilho

Do UOL, em São Paulo

26/10/2018 10h38

Robert De Niro, que recebeu uma ameaça com artefatos com potencial explosivo nessa quinta-feira (25), divulgou um comunicado publicado por diversos veículos nos Estados Unidos sobre o caso.

"Graças a Deus que ninguém ficou ferido e eu agradeço por todas as autoridades que estão nos protegendo. Existe algo mais poderoso do bombas, e é o seu voto. As pessoas devem votar", disse o ator americano.

Robert de Niro - Reprodução/CNN - Reprodução/CNN
Imagem: Reprodução/CNN

O pacote enviado par ao ator tinha características similares aos que continham artefatos com potencial explosivo enviados para alguns dos maiores nomes que apoiam o partido Democrata - que se opõe ao partido Republicano, de Trump. 

O endereço para a entrega deste pacote era na Rua Greenwich, em Nova York, onde fica a sede do Tribeca Film Center e do restaurante do ator, chamado Tribeca Grill. De Niro é o fundador do Tribeca Film Festival, que já teve críticas abertas à administração Trump.

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Entenda o caso

A polícia foi chamada na região do Baixo Manhattan às 4h45 da manhã e encontrou o pacote no sétimo andar. Como na maioria das outras entregas, o endereço de retorno era o da deputada democrata Debbie Wasserman Schultz - nenhuma informação a liga ao envio das bombas. Outra semelhança é a presença de seis selos com bandeiras norte-americanas, dispostos em duas fileiras. 

O mesmo tipo de pacote, mas endereçado ao ex-vice-presidente Joe Biden, foi encontrado em um posto de serviço dos correios, no estado norte-americano de Delaware, e está sob investigação.

Até aqui, nenhuma das bombas confirmadas em outros pacotes acabou detonada. Não houve feridos na série de incidentes registrados até aqui.

Crítico ferrenho

A oposição de De Niro a Trump foi sempre muito aberta. Um dos casos mais famosos foi no Tony Awards deste ano, em que o ator e diretor simplesmente disse: "Fuck Trump" (Foda-se Trump). A TV que transmite o evento conseguiu, devido a um pequeno delay até a imagem chegar às telas pelo mundo, censurar o palavrão.

Antes disso, De Niro gravou um vídeo em 2016, com crítica pesada e em que falava que "gostaria de dar um soco na cara" do hoje presidente. O vídeo era para uma campanha anti-Trump. O mandatário dos EUA afirma que "De Niro é um indivíduo de um QI muito baixo".

Para onde foram os pacotes

Segunda-feira (22):

1. George Soros, doador de campanha dos democratas, no estado de Nova York

Terça-feira (23):

2. Casa de Bill Clinton (ex-presidente dos EUA, democrata) e Hillary Clinton (adversária de Trump nas eleições de 2016), no estado de Nova York

Quarta-feira (24):

3. Escritório do ex-presidente Barack Obama (democrata) em Washington DC

24.out.18 - O pacote enviado à rede de televisão CNN nesta quarta (24) - Reprodução - Reprodução
O pacote enviado à rede de televisão CNN nesta quarta (24)
Imagem: Reprodução

4. John Brennan, ex-diretor da CIA e crítico de Trump. O pacote foi enviado à CNN - ele é colaborador da TV. Autoridades em NY confirmaram que o explosivo encontrado na CNN estava ativo - ou seja, com potencial explosivo. O pacote continha ainda um pó branco que será investigado.

5. Eric Holder, procurador-Geral da era Obama, era o destinatário de um envelope com explosivos postado com endereço errado. No endereço de "devolução em caso de impossibilidade de entrega", estava o endereço do escritório da deputada democrata Debbie Wasserman Schultz - onde o pacote foi interceptado.

6. Maxine Waters, deputada democrata, receberia um pacote que foi identificado no centro de triagem da correspondência do Congresso, em Capitol Heights, Maryland

Os pacotes não chegaram às mãos de Obama, nem dos Clinton, uma vez que foram interceptados pelos serviços de inteligência antes. 

Em entrevista coletiva, Donald Trump pediu união e condenou a violência política. 

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