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Vídeo do Museu Nacional mostra como era fazer uma visita guiada; assista

Maurício Dehò

Do UOL, em São Paulo

03/09/2018 10h06

O incêndio de grandes proporções que destruiu muito acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, chocou o país, já que o local marcou a história de milhares de pessoas e por conta de toda a história perdida dentro dele. Um vídeo da própria organização do museu mostra como era estar ali dentro.

No vídeo abaixo, é possível fazer uma visita guiada de curta duração, vendo alguns dos principais objetos que estavam à mostra nas salas históricas do museu:

O museu contava com acervo valioso de cerca 20 milhões de itens, catalogados desde o Brasil Império. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, as perdas são incalculáveis e é possível que todo ou quase todo o acervo tenha sido consumido pelas chamas.

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Sediada em um prédio histórico na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona norte da capital fluminense, a instituição é famosa por abrigar peças de diversas áreas científicas, com destaque para as ciências naturais e antropológicas.

Na seção de antropologia biológica, o museu conta com o mais antigo fóssil humano encontrado no Brasil, batizado de "Luzia" (veja abaixo). Há também coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia.

Entre as coleções mais famosos do museu estão a egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I, e a coleção de arte e artefatos greco-romanos da Imperatriz Teresa Cristina. Outro destaque é a coleção paleontóloga que inclui a reconstituição do dinossauro Maxakalisaurus topai, que viveu em Minas Gerais.

Já as seções de etnologia contam com objetos que retratam a riqueza da cultura indígena, cultura afro-brasileira e culturas do pacífico. Na de zoologia, destacam-se a coleção de conchas, corais e borboletas, que compreende o campo de invertebrados em geral.

O imóvel do Museu Nacional abriga também uma biblioteca com livros de obras raras. Todo esse acervo foi construído desde 1818 por meio de coletas, escavações, permutas, aquisições e doações.

"Incalculável para o Brasil a perda do acervo do Museu Nacional. Hoje é um dia trágico para a museologia de nosso país. Foram perdidos duzentos anos de trabalho, pesquisa e conhecimento. O valor para nossa história não se pode mensurar, pelos danos ao prédio que abrigou a família real durante o Império. É um dia triste para todos os brasileiros", disse o presidente Michel Temer em nota na noite deste domingo (2).

Segundo do site do museu, considerada a instituição científica mais antiga do país, o acervo é catalogado em três grandes núcleos: bibliográfico, científico e documental —este localizado na parte de trás do imóvel, que é vinculado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Veja abaixo a descrição de cada um dos acervos.

 • Acervo Bibliográfico formado de livros, folhetos, periódicos, multimeios, in-fólios, obras raras, mapas, teses e dissertações pertencentes à Biblioteca do Museu Nacional e da Biblioteca Francisca Keller, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS);

• Acervo Científico composto por exemplares representativos da biodiversidade, fósseis, objetos etnográficos e arqueológicos, pertencentes aos Departamentos de Antropologia, de Botânica, de Entomologia, de Geologia e Paleontologia, de Invertebrados e de Vertebrados;

• Acervo Documental constituído de material arquivístico, custodiado pela Seção de Memória e Arquivo (SEMEAR) e pelo Centro de Documentação em Línguas Indígenas (CELIN).

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