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Disney demite diretor de "Guardiões da Galáxia Vol. 3" após comentários no Twitter

James Gunn, diretor de "Guardiões da Galáxia" e "Guardiões da Galáxia Vol. 2" - Christian Petersen/Getty Images
James Gunn, diretor de "Guardiões da Galáxia" e "Guardiões da Galáxia Vol. 2" Imagem: Christian Petersen/Getty Images

Rodolfo Vicentini

Do UOL, em São Paulo

20/07/2018 16h24

A Disney demitiu nesta sexta-feira (20) o diretor James Gunn de "Guardiões da Galáxia Vol. 3" após comentários antigos que ele fez sobre pedofilia e estupro serem resgatados nas redes sociais. O cineasta apontou que "entende e aceita" a decisão.

"As atitudes ofensivas e comentários descobertos no Twitter de James são indefensáveis e inconsistentes com os valores do nosso estúdio, por isso encerramos nossos negócios com ele", disse Alan Horn, chefão da Disney, em comunicado oficial.

Os comentários voltaram a circular na internet recentemente após terem sido descobertos em um antigo website, agora desativado. Eles foram divulgados no Twitter por apoiadores do presidente norte-americano Donald Trump em uma tentativa de provar que existe uma "conspiração operando em Hollywood". Gunn é um crítico ferrenho do atual comandante da Casa Branca.

"A Disney terá um dia interessante na San Diego Comic-Con, onde James Gunn está programado para falar", escreveu Mike Cernovich, que divulgou os comentários no Twitter.

Comentários polêmicos do diretor James Gunn no Twitter - Reprodução - Reprodução
Comentários polêmicos do diretor James Gunn no Twitter
Imagem: Reprodução

O jornalista Jack Posobiec compartilhou nas redes sociais alguns dos comentários polêmicos do cineasta (veja acima). "Eu gosto quando meninos tocam nas minhas partes baixas"; "Estou adaptando 'The Giving Tree' com um final feliz, quando árvore cresce de novo e faz sexo oral na criança"; "O chuveiro deste hotel é o mais fraco da história, parece que uma criança de três anos está urinando na minha cabeça"; "Mary  Matthews me contou uma história em que um macaco masturbou um criança no filme 'As Aventuras de Max Keeble'"

Antes de ser demitido, James Gunn, que usa regularmente as mídias sociais para criticar Donald Trump, falou sobre o caso. "Muitas pessoas que acompanharam a minha carreira sabem que eu me via como um provocador. Eu fazia filmes e contava piadas ultrajantes e que abordavam tabus", disse. "Não é uma questão de dizer que hoje sou melhor. Mas eu sou muito, muito diferente do que eu era anos atrás. Hoje, tento conectar meu trabalho com amor e menos raiva", completou.

O diretor disse ainda que pede desculpas por seu humor do passado ter machucado as pessoas. "Eu sinceramente me arrependo e falo sério. Eu não culpo meu passado por isso".

Pôster de "Guardiões da Galáxia Vol. 2", de James Gunn - Reprodução - Reprodução
Pôster de "Guardiões da Galáxia Vol. 2", de James Gunn
Imagem: Reprodução

Gunn era um dos principais nomes do Universo Cinematográfico da Marvel. Ele pegou heróis pouco conhecidos da editora, como Senhor das Estrelas, Gamora e Groot, e transformou-os em uma franquia bilionária. "Guardiões da Galáxia" estreou no cinema em 2014 e arrecadou mais de US$ 773 milhões. James Gunn voltou para a cadeira de direção na sequência, lançada em 2017, que foi ainda melhor nas bilheterias: US$ 863 milhões.

Os filmes viraram uma marca do estilo do cineasta, tanto pelo humor palhaço quanto pelas cenas de ação. Outra característica lembrada pelos fãs de "Guardiões" é a fantástica trilha sonora que acompanha o Senhor das Estrelas em suas aventuras.

Gunn já estava trabalhando em "Guardiões da Galáxia Vol. 3", inclusive com rumores de que Mark Hamill, o eterno Luke  Skywalker da saga "Star Wars", tivesse uma participação especial no projeto. A dupla chegou a se encontrar em um dia na casa do cineasta. O próximo filme tem estreia prevista nos cinemas para 2020.