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Atriz de Roseanne culpa remédio para dormir por tuíte que cancelou a série

Getty Images
Roseanne Barr com John Goodman, parceiro de série Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

30/05/2018 07h31

A atriz Roseanne Barr, protagonista e produtora da série "Roseanne", havia prometido deixar o Twitter após se desculpar por seu post racista na rede social que resultou no cancelamento do seriado. No entanto, ela retornou para uma série de mensagens em que se desculpou pelos demitidos, pediu para que as pessoas "não sintam pena" dela e afirmou que estava usando pílulas para dormir na ocasião da polêmica. Mais tarde, ela apagou estes novos tuítes.

"Não sintam pena de mim. Eu fiz algo indefensável, então não me defendam. Eram 2h da manhã, eu estava tuitando sob efeito de Ambien (remédio para dormir), era o Memorial Day e eu fui longe demais. Eu cometi um erro, eu gostaria de não ter cometido... Não me defendam", disse ela.

A farmacêutica Sanofi, que produz o remédio citado por Roseanne, não gostou nem um pouco do comentário da atriz e publicou um texto no The Wrap se defendendo, afirmando que o racismo não é efeito colateral de nenhum dos seus remédios..

"Pessoas de todas as raças, religiões e nacionalidades trabalham na Sanofi diariamente para melhorar a vida das pessoas em todo o mundo. Todos os medicamentos possuem algum efeito colateral, mas nenhum medicamento da Sanofi tem o racismo como efeito colateral conhecido", disse a empresa. 

O canal ABC cancelou a sitcom “Roseanne”, que já havia sido renovada para uma nova temporada, após a protagonista e produtora Roseanne Barr publicar um tuíte racista sobre Valerie Jarrett, mulher que foi assessora do ex-presidente americano Barack Obama. Na terça-feira (29), Roseanne Barr, publicou o seguinte comentário em resposta a outras publicações sobre Valerie Jarrett: “Irmandade Muçulmana e 'Planeta dos Macacos' tiveram um filho = vj”. Advogada e ativista, Jarrett é negra e nasceu no Irã, filha de pais americanos.

Reprodução
Tuítes de Roseanne foram apagados na manhã desta quarta Imagem: Reprodução

"Eu gostaria de me desculpar com as centenas de pessoas e todos os maravilhosos roteiristas e talentosos atores que perderam seus empregos em meu seriado devido ao meu tuíte", disse ela, na noite de terça. "Valerie Jarrett, eu quero me desculpar com você. Eu lamento muito tê-la machucado. Eu espero que você aceite essas sinceras desculpas!"

Parte do público reagiu defendendo a atriz e sugerindo boicotes à ABC. Foi usada a hashtag "eu apoio Roseanne". Nas novas mensagens, ela foi contra.

"Gente não comecem a boicotar a ABC. Eu não sou uma censora e eles têm o direito de fazer o que quiserem. Está tudo bem", disse ela, que completou. "Sem querer dar desculpas para meu tuíte, mas eu já fiz muita coisa estranha enquanto estava sob efeito de Ambien às 2h da manhã."

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As consequências para o tuíte racista da protagonista da série "Roseanne" vem aumentando. Após a maior delas, o cancelamento pelo canal americano ABC, o Hulu removeu todos episódios de seu serviço de streaming. Paramount Network, TV Land e CMT, canais que pertencem à Viacom, também deixarão de exibir a série a partir desta quarta, de acordo com a "Variety".

“Roseanne”, um sitcom que se propunha a retratar a classe trabalhadora americana, ficou no ar originalmente entre 1988 e 1997 e fez grande sucesso, frequentemente entrando na lista das séries mais assistidas dos Estados Unidos. Na onda de revivais da TV americana, a comédia retornou para uma décima temporada em 2017 – e foi um sucesso estrondoso, com seu episódio de estreia visto por 18,44 milhões de espectadores. A renovação, no entanto, agora foi por água abaixo.

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