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Festival de Cannes

Dias após romper com Cannes, Netflix pode comprar filme que abre o festival

Divulgação
Penélope Cruz e Javier Bardem em cena de "Todos lo Saben", do iraniano Asghar Farhadi Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

07/05/2018 15h03

A Netflix anunciou oficialmente no último sábado (5) sua ruptura com o Festival de Cannes. E o jogo entre o novo e o tradicional deve seguir curioso caso a gigante do streaming compre os direitos de distribuição de "Todos lo Saben", filme com Penélope Cruz e Javier Bardem que abre a edição deste ano do tradicional festival de cinema francês.

Ainda sem distribuidora, o drama de língua espanhola dirigido pelo premiado iraniano Asghar  Farhadi abre a competição pela Palma de Ouro nesta terça-feira (8). Em "Todos lo Saben", Javier Bardem interpreta o viticultor Paco. Ele vai se encontrar com a namorada, Laura (Penélope Cruz), por ocasião de um casamento em seu povoado natal espanhol, mas um drama familiar irá alterar os festejos.

Mesmo sem filmes na competição oficial ou paralela, a Netflix enviou seus executivos a Cannes para adquirir novos títulos que podem ser revelados nesta edição. A Variety aponta outros interessados em "Todos lo Saben", mas dá como possível a compra pelo serviço que boicotou o festival.

A polêmica não é nova. Tudo começou bem, quando Cannes incluiu no ano passado, pela primeira vez na competição, dois filmes da Netflix, "Okja", do sul-coreano Bong  Joon-ho, e "The Meyerowitz  Stories", de Noah  Baumbach. 

O desentendimento começou quando a gigante do streaming se recusou a aplicar a lei francesa, que exige que as plataformas esperem três anos entre a estreia de seu filme nas salas de cinema e a difusão para seus assinantes. E decidiu então não exibir os filmes nos cinemas franceses.

Diante da ascensão das salas de cinema, os organizadores do Festival de Cannes decidiram estabelecer uma nova regra: qualquer filme em competição deverá ser exibido na grande tela.

O que acontece agora é que, mesmo com a ruptura, a Netflix ainda pode comprar a distribuição de filmes que ganhem destaque em Cannes. E acabar com o direito de um filme do porte de "Todos lo Saben", por exemplo, que curiosamente abre o festival boicotado pela empresa que possivelmente o distribuirá.

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