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Sinead O'Connor, Brando e até Sartre: Bob Dylan não é o 1° a esnobar prêmio

Do UOL, em São Paulo

17/10/2016 20h13

Vencedor do Nobel de Literatura de 2016, o cantor Bob Dylan foi procurado, mas ainda não se manifestou sobre o prêmio, que causou burburinho nas áreas da música e literatura.

Com o silêncio do músico, ainda é incerto se a lenda do folk rock vai ou não aceitar a láurea, concedida desde 1901 e uma das mais prestigiosas do mundo.

Caso de fato esnobe a academia sueca, Dylan vai se unir a uma lista de célebres que ignoraram conquistas importantes na área da cultura ou ao menos para nós, reles mortais.

Veja abaixo alguns deles.

AP
O filósofo francês Jean-Paul Sartre em seu cômodo de estudos, em Paris Imagem: AP

Sartre

A grande recusa da história do Nobel é do escritor e filósofo Jean-Paul Sartre, baluarte do existencialismo. O autor teve de publicar uma carta explicando por que recusou o prêmio de literatura de 1964. No texto, ele alegou que não é papel de um escriba se associar a Real Academia Sueca de Ciências, que, segundo ele, um militante de esquerda, não trata escritores de todas as ideologias e nações de maneira igualitária.

Reprodução/Montagem
Brando, que enviou integrante do movimento indígena para representá-lo no Oscar Imagem: Reprodução/Montagem

Marlon Brando

No cinema, o Oscar também já teve que lidar com suas recusas. Como esquecer a de Marlon Brando? O Vito Corleone de “O Poderoso Chefão” decidiu rejeitar a estatueta em prol da inclusão de índios americanos em papéis de destaque na TV e cinema nos EUA. Em seu lugar, enviou uma indígena americana que leu seu discurso crítico. Era a segunda vez que alguém teve a personalidade de recusar um Oscar, depois de George C. Scott fazer o mesmo dois anos antes.

Reprodução/moma.org
Diane Keaton e Woody Allen em cena de "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" (1977) Imagem: Reprodução/moma.org

Woody Allen

Imagina uma comédia vencendo três prêmios nobres do Oscar (melhor filme, direção e roteiro) e seu diretor simplesmente dar de ombros para isso. Aconteceu com Woody Allen em 1978. Ele ficou com a estatueta, mas decidiu não ir à cerimônia. “O Oscar para ‘Noivo Neurótico, Noiva Nervosa’ não significou nada”, disse o diretor na época, explicando que “nunca gostou de competir”. Sempre mantendo postura independente, Allen nunca teve uma boa relação com a academia americana de cinema.

Reprodução
A cantora irlandesa Sinead O'Connor no clipe de "Nothing Compares 2 U" (1990) Imagem: Reprodução

Sinead O’Connor

Em 1991, a cantora Sinead O’Connor se tornou a primeira e única artista na história a recusar um Grammy. Indicado a quatro prêmios, “I Do Not Want What I Haven't Got” levou em vão o de melhor trabalho alternativo. Ao boicotar evento, a irlandesa afirmou que premiação não passava de “comercialismo puro”.

Divulgação
Vocalista do Matanza, Jimmy London (terceiro da esq. p/ dir.) recusou prêmio da MTV Imagem: Divulgação
Jimmy London

Nada que se compara a um Nobel, claro, mas a música pop brasileira também teve o seu "esnobão". Em 2007, o antigo Video Music Brasil criou três categorias de brincadeira, entregues pouco antes da premiação oficial: “gostosa do ano”, vencida por Claudia Leitte, “gostoso do ano”, levada por Di Ferrero, e a infame “pança de mamute”, cujo vencedor foi Jimmy London, vocalista do Matanza. Com sua sinceridade habitual, London não quis nem saber da “homenagem”, que foi então entregue a Rodrigo Koala, da banda Hateen.

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