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Virada da periferia: 40% das atrações estão fora do centro de São Paulo

Jussara Soares

Colaboração para o UOL

21/05/2016 07h00

Onze anos após a realização de sua primeira edição, a Virada Cultural, que acontece neste fim de semana, 20, 21 e 22 de maio, se prepara para finalmente se tornar um evento de toda a cidade de São Paulo. Antes restritos aos palcos localizados no centro da capital, os shows com cantores famosos chegarão aos extremos da capital junto com performances de artistas locais.

Elba Ramalho se apresentará no Parque do Carmo, em Itaquera, na zona leste, no domingo (22), às 17h. A cantora paraibana repetirá o mesmo show que fará seis horas antes no palco dedicado às mulheres na avenida São João, no centro. Já Gaby Amarantos, que no sábado canta no Palco da Barão de Limeira às 23h, às 17h de domingo encerra a Virada Cultural no Palco do M’Boi Mirim, na zona sul.

A lista de músicos que foram convocados para levar o evento para periferia é extensa: Mano Brown, Emicida, NX Zero, Nação Zumbi, Clarice Falcão, Leci Brandão, entre outros. Eles se apresentarão em cinco palcos externos, que terão a mesma estrutura dos montados na região central: dois estarão na Zona Sul, em Parelheiros e M’Boi Mirim; dois na zona leste, no Parque da Carmo e no Jardim Helena; e uma na zona norte, em Pirituba.

"Quem quiser ir para o centro, continuará indo, mas existe uma parcela significativa da população que não quer enfrentar três horas de transporte público para assistir a um show. As pessoas acabavam se sentindo desprestigiadas porque as atrações e a ocupação do espaço público não chegava à periferia", observa  Gabriela Fontana, coordenadora de programação da Secretaria Municipal de Cultura.

Das cerca de 1.000 atrações da Virada de 2016, cerca de 40% acontecerão nos bairros. Além dos palcos externos, haverá programação em 28 ruas abertas, oito bibliotecas municipais, nove centros culturais, sete teatros municipais, 11 casas de cultura, 16 Viradinhas (programação voltada especialmente para as crianças) e 10 CEU's (Centros Educacionais Unificados). Nesses outros espaços, haverá shows de Nega Li, Salgadinho, Almir Guineto, Luiz Ayrão, Paula Lima, Ellen Olléria, entre outros.

A Virada nos bairros abre espaço também para músicos locais e que tenham identidade com o público, como o rap e grupos de samba. "No Jardim Helena, na zona leste, por exemplo, o reggae entrou na programação porque foi um pedido da população", acrescenta Gabriela. Já nas Ruas Abertas, de 9h às 17 de domingo, terão atrações infantil, de artes cênicas ou circo, e música.

A descentralização da Virada, de acordo com Gabriela Fontana, é um reflexo de experiências positivas como as comemorações do Aniversário de São Paulo e Carnaval, que também levaram uma programação para os bairros. "Fizemos um show com o cantor Criolo no aniversário da cidade que foi perfeito. Além disso, o Circuito Municipal de Cultural, que tem levado programação para as diversas regiões, nos mostra que há um público interessado nesses eventos em toda a cidade", diz a coordenada de programação.

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