Livros e HQs

Rafael Cortez diz que Flip é elitista, mas lamenta que "CQC" não esteja lá

Reprodução/Instagram/rafaelcortez
O ator e apresentador do "CQC" Rafael Cortez Imagem: Reprodução/Instagram/rafaelcortez

Rodrigo Casarin

Do UOL, em Paraty

03/07/2015 20h38

Ator, jornalista e apresentador do programa “CQC” (Band), Rafael Cortez também mostrará o seu lado literário. Neste sábado (4), ele se apresentará na Pousada Aconchego, em Paraty, onde vai ler três contos de Mário de Andrade entremeados por improvisos no violão –as senhas para a leitura começarão a ser distribuídas às 18h.

O evento faz parte da vasta programação que acontece paralelamente à Festa Literária de Paraty (Flip), da qual Cortez garante ser um habitué, apesar dos altos preços na cidade durante o evento. “Adoro a Flip, mas ela é muito elitista. Se hospedar, comer, tudo aqui é muito caro”, diz em entrevista ao UOL.

Ao ser questionado sobre suas preferências literárias, Cortez desfila uma lista de escritores: José Mauro Vasconcellos, Mario Prata, Luis Fernando Veríssimo, Nelson Rodrigues...  Admite, contudo, que conhece pouco da obra de quem homenageará amanhã. “Assumo isso, por mais que pegue mal. O Mário de Andrade era muito plural, então não o conheço o suficiente ainda.”

Sobre o hábito de leitura, Cortez se define como um produto dos nossos tempos. “Gostaria de ler mais. Literatura é repertório, e você não é nada sem repertório”.

Audiobooks de Machado

Fã também de Machado de Assis, o ator foi o responsável por dar voz a algumas obras do Bruxo do Cosme Velho. Foi Cortez quem fez a narração das versões em áudio de “Dom Casmurro”, “O Alienista”, “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Quincas Borba”, trabalho que diz ter sido um dos mais desafiadores que já realizou. “É muito difícil dar voz ao Machado, especialmente em 'Memórias Póstumas'. Ele tem passagens extremamente visuais. Tem um capítulo que é cheio de exclamações, ponto e vírgulas...”

Outro desafio, segundo ele, é dar o tom exato ao livro em áudio. “Não pode ser uma leitura muito apaixonada. Senão, quem está ouvindo presta atenção no cara que está falando, não na obra. Em uma leitura como a de amanhã, aí já é diferente, é necessário se impor para prender a atenção do público.”
Cortez ainda citou o hábito cada vez mais comum entre as pessoas de realizar leituras dinâmicas e superficiais. Ele disse que muitos fãs o criticam por escrever textos longos nas redes sociais. “Eles comentam: ‘Legal, mas não vou ler porque é comprido’”.

A respeito do “CQC”, disse que teria uma crítica construtiva para fazer. “Lamento que o programa não cubra a Flip. É uma festa aberta, com povo, escritores andando pelas ruas, gente famosa... Tenho certeza de que encontraríamos um recorte legal, engraçado para fazermos algo aqui.”


  

 

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