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MoMA fecha por quatro meses para reforma que incluirá galerias nas calçadas

Entrada do Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA (Museum of Modern Art) - SPENCER PLATT/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP
Entrada do Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA (Museum of Modern Art)
Imagem: SPENCER PLATT/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP

De Nova York

05/02/2019 19h36

O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) anunciou nesta terça-feira (5) que fechará suas portas por quatro meses, entre 16 de junho e 20 de outubro, para concluir os trabalhos da sua nova expansão, que incluirá mais de 3.700 metros quadrados para oferecer mais espaço e uma nova aproximação à arte.

"A expansão, desenvolvida pelo MoMA junto aos arquitetos (do estúdio) Diller Scofidio + Renfro, em colaboração com (a empresa de design) Gensler, acrescenta mais de 3.700 metros quadrados de espaços para galerias e permite ao museu mostrar significativamente mais arte de uma maneira nova e interdisciplinar", afirma um comunicado.

A nova intervenção inclui uma sala para programas ao vivo e apresentações, assim como uma plataforma, no segundo andar, com fins educativos na qual o visitante será convidado "a conectar-se com a arte".

Além disso, várias galerias nas calçadas terão acesso livre, com o objetivo de "conectar melhor o Museu de Arte de Nova York e aproximar a arte do povo nas ruas do centro de Manhattan", onde fica a sede da instituição.

"O verdadeiro valor desta expansão não é só conseguir mais espaço, mas espaço que nos permita repensar a experiência da arte no museu", declarou o diretor do MoMA, Glenn D. Lowry, citado na nota.

Coincidindo com a expansão, o MoMA fixou como objetivo manter uma "contínua renovação da experiência do museu", dirigida por uma nova geração de curadores e através de instalações, exposições e programas "que encorajem ao debate e à descoberta".

Neste sentido, o museu propõe que o segundo, quarto e quinto andares ofereçam uma "experiência da arte mais profunda através de todos os meios e de artistas de mais diversas geografias e bagagens do que nunca".

Estes três espaços estarão articulados de maneira cronológica para oferecer continuidade aos visitantes.

A instituição também informa que as exposições destas galerias mudarão a cada seis ou nove meses no seu afã em mostrar diferentes aspectos da história da arte moderna e contemporânea.

Além disso, sua renovação estará acompanhada com um novo horário ampliado de funcionamento das 10h até as 21h.

Reabertura com arte brasileira

Coincidindo com a chegada do outono, o MoMA apresentará, entre outras, a exposição "Sul Moderno: Jornadas de Abstração - O presente de Patricia Phelps de Cisneros", uma exposição com obras da coleção desta venezuelana que incluirá trabalhos de artistas de Brasil, Venezuela, Argentina e Uruguai.

Além disso receberá uma mostra do artista visual americano William Pope.L, e outra da artista Betye Irene.

A expansão do térreo receberá como sua primeira exposição uma instalação do artista queniano Michael Armitage, no marco de um acordo alcançado entre o MoMa e o Studio Museum do Harlem, em Nova York.

O comunicado também antecipou que as novas galerias, que incluirão dança, música, artes cênicas, e peças de imagem e som, abrigarão trabalhos de artistas emergentes como a coreógrafa nigeriano-americana Okwui Okpokwasili, o também coreógrafo e dançarino Adam Linder e o artista polifacético suiço Shahryar Nashat.

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