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Polícia italiana encontra telas de Gauguin e Bonnard roubadas nos anos 70

Andreas Solaro/AFP
2.abr.2014 - Carabineiro é fotografado ao lado de obras de Paul Gauguin e Pierre Bonnard, recuperadas na Itália após roubo em Londres, nos anos 1970 Imagem: Andreas Solaro/AFP

De Roma (Itália)*

02/04/2014 09h56Atualizada em 02/04/2014 14h53

A polícia italiana confirmou nesta quarta-feira (2) a recuperação de dois quadros atribuídos aos pintores pós-impressionistas franceses Paul Gauguin (1848-1903) e Pierre Bonnard (1867-1947). Os quadros dos célebres pintores franceses adornaram por 40 anos a cozinha de um operário italiano da montadora Fiat, que os comprou em um leilão de objetos perdidos.

A corporação responsável pela ação, que se ocupa da tutela do patrimônio, se resumiu a noticiar que os quadros foram recuperados nos últimos dois meses na Itália, tanto o "Frutas na mesa ou natureza para o cachorrinho", de Gauguin, quanto o "A mulher com as duas poltronas", de Bonnard. 

O quadro de Gauguin, pintado em 1889, está avaliado entre US$ 20,6 milhões e US$ 48,2 milhões, enquanto o de Bonnard gira em torno de US$ 827 mil.

Os quadros foram roubados em 1970 da residência de uma rica família de Londres, Mark-Kennedy, cujos herdeiros têm o direito de reivindicar sua propriedade. Segundo o ministro, a história da investigação que levou aos quadros é digna de um filme. Depois de roubados, eles foram esquecidos em um trem que viajava entre Paris e Turim. O pessoal da companhia ferroviária não se deu conta de seu valor e as obras acabaram leiloadas em 1975, em Turim.

Um operário da Fiat, apaixonado por arte, os comprou por um valor irrisório, 45 mil liras italianas de então, atualmente 23 euros, e os pendurou em sua cozinha.

A história de como a polícia chegou a esta cozinha também é curiosa.

Com fotos enviadas por especialistas à polícia e graças ao maior banco de dados do mundo de obras de arte roubadas, criado há 45 anos pela polícia italiana, os quadros - que não constavam do catálogo - foram descobertos a partir do cruzamento de catálogos oficiais, já que as obras apareciam nos de 1964, mas não nos anos a partir de então.

Dois artigos de junho de 1970 no New York Times e em um jornal de Cingapura nos quais o roubo era mencionado levantaram as suspeitas dos policiais italianos, que por anos levaram avante esta intrincada investigação.
 
Agora deve acontecer uma longa batalha judicial para estabelecer quem são os legítimos proprietários das obras, já que o operário siciliano as comprou de maneira legal.

O ministro da Cultura da Itália, Dario Franceschini, deve apresentar mais detalhes sobre o caso em uma coletiva de imprensa com o general Mariano Mossa, responsável pelos carabineiros. Embora não esteja confirmada, essa entrevista deve ser realizada ainda hoje.

*Com informações da AFP

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