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Tate Modern revisa mais de três décadas da produção de Paul Klee

Facundo Arrizabalaga/EFE
Vistante observa obra de Paul Klee em exposição na Tate Modern, em Londres Imagem: Facundo Arrizabalaga/EFE

Patricia Rodríguez

Londres (Inglaterra)

14/10/2013 12h37

Mais de 130 obras do renomado pintor germano-suíço Paul Klee (1879-1940), que refletem a diversidade e complexidade do artista, serão exibidas a partir dessa quarta-feira (16) na galeria londrina de arte moderna Tate Modern.

A mostra "Paul Klee: Making Visible", percorre ao longo de três décadas a evolução da plural e intensa obra do pintor, com óleos e aquarelas, em nada menos que 17 salas.

A exposição, que pode ser vista até 9 de março de 2014, "tenta expressar o intimismo do trabalho de Klee, dando espaço a cada uma das obras", declarou hoje Matthew Gale, curador da mostra.

O recorte cronológico propõe rever fases como a década de 1910, durante os anos que Klee passou em Munique e quando o pintor começava a ficar conhecido, e a época em que o artista lecionou, durante os anos 1920, na Bauhaus.

Na escola de artes plásticas, design, artesanato e arquitetura fundada por Walter Gropius em Weimar e fechada pelo partido nazista da Prússia, Klee produziu algumas de suas pinturas abstratas mais importantes.

Com a composição "Fire in the Evening", de 1929, a popularidade de Klee, um dos dos nomes mais fortes do Modernismo europeu, ganhou dimensão internacional.

"Paul Klee: Making Visible" demonstra "o equilíbrio entre o abstrato e as obras mais arraigadas no mundo real. Isso ocorre sempre em sua obra e pode ser visto na exposição", afirmou Gale.

O curador contou que as primeiras salas do museu exibem o "contexto de seus primeiros anos em Munique em 1912-1913, o auge da arte abstrata na Europa" para em seguida expor a evolução do autor no período entreguerras, "quando trabalhava sozinho, produzia quadros pequenos e desenvolvia sua linguagem abstrata".

Nascido na Suíça em 1879, Klee começou a trabalhar como músico, tradição em sua família, mas logo voltou suas inquietações para a pintura, onde vagou entre o surrealismo, o expressionismo e a abstração.

Nessa fase, se uniu em 1912 ao grupo de artistas de vanguarda "Blue Rider" de Kandinsky, com quem ganhou maior confiança em si mesmo.

A Tate mostra os primeiros passos do artista durante a I Guerra Mundial, quando Klee se dedicava a patchworks abstratos.

Mais tarde, o autor introduziria inovações em suas técnicas, como pode ser visto também nas gradações de cor de obras como "Suspended Fruit", de 1921 e "Memory of a Bird", de 1932.

Na década de 1930, o pintor fez algumas das mudanças mais radicais em seu estilo, quando os nazistas o tiraram de seu cargo como professor, e se refugiou com sua família na Suíça, enquanto suas obras foram retiradas das coleções na Alemanha.

Embora o próprio Klee percebesse sua arte como "um processo de criatividade espontânea e de crescimento natural", aplicava um grande rigor a seu trabalho, lembrou o curador.

Apesar de uma doença degenerativa, os dois últimos anos da vida do pintor foram extremamente produtivos.

É dessa última fase, por exemplo, "Twilight Flowers", obra que o próprio autor selecionou para sua última exposição na Kunsthaus Zurique antes de sua morte,em 1940, mas à época Klee já estava frágil demais para ir à exposição.

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