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Louvre está pronto para inaugurar mostra sobre Da Vinci

O Homem Vitruviano, do artista renascentista Leonardo Da Vinci - Getty Images/iStockphoto
O Homem Vitruviano, do artista renascentista Leonardo Da Vinci Imagem: Getty Images/iStockphoto

21/10/2019 19h31

PARIS, 21 OUT (ANSA) - Por Tullio Giannotti - O Museu do Louvre, em Paris, está se preparando para inaugurar, no próximo dia 24 de outubro, a grande exposição pelos 500 anos da morte do gênio renascentista Leonardo Da Vinci (1452-1519), que contará com obras, incluindo o "Homem Vitruviano", emprestadas pela Itália.

A esperada mostra será um evento artístico extraordinário e marcará o término de um período político e diplomático difícil entre os governos italiano e francês de forma positiva. No entanto, poderá ser motivo de preocupação tendo em vista que pode reunir uma multidão sem precedentes de visitantes.

As reservas de ingressos para a maior exposição sobre o artista italiano começaram a ser feitas com quatro meses de antecedência, no início de junho. Na ocasião, o site do Louvre registrou problemas em decorrência da quantidade de solicitações, o que fez o museu desistir de recuperar o sistema e de fazer reservas antecipadas. Ao todo, são esperadas cerca de 7 mil visitantes por dia.

Entre as razões da "febre" que assola o público há meses está o acervo da mostra que contará com mais de 120 obras, entre pinturas, desenhos, esculturas, manuscritos e objetos artísticos, incluindo empréstimos de instituições e fundações da Itália, Alemanha, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos.

As peças serão exibidas no Napoleon Hall durante quatro meses. O empréstimo aprovado pelo governo italiano, porém, deu ainda mais prestígio a grande exposição em homenagem a Da Vinci, sobretudo porque encerrou um longo cabo de guerra entre os dois países.

As relações começaram a melhorar em maio deste ano, quando o presidente da Itália, Sergio Mattarella, e seu homólogo francês, Emmanuel Macron, visitaram o Castelo de Amboise, no Vale do Loire, onde em uma capela gótica localizada perto de uma muralha está o túmulo de Da Vinci. Lá, o gênio italiano viveu seus últimos três anos de vida. O evento extraordinário foi completado com a assinatura de um memorando de entendimento firmado pelos ministros da Cultura das duas nações, Franck Riester (França) e Dario Franceschini (Itália).

A expectativa é de que cinco desenhos de Da Vinci, além de duas pinturas e cópias antigas de suas obras sejam emprestadas para Paris. Ao todo, entre as telas emprestadas estão "Virgem Madonna", do Hermitage de São Petersburgo, "São Jerónimo no deserto", do Vaticano, "Musician", da Pinacoteca Ambrosiana em Milão, o "Cabeça de Mulher", da Galleria Nazionale, de Parma, e duas pinturas conhecidas como "Virgem do Fuso" -- uma de uma coleção particular e outra da The National Gallery de Edimburgo.

Além delas, há a expectativa para a chegada do "Homem Vitruviano", uma das obras mais famosas de Leonardo da Vinci e que representa as proporções matemáticas do corpo humano dentro de um quadrado e um círculo. Seu nome se refere ao arquiteto romano Vitrúvio (80-15 a.C.), que havia descrito esses padrões em um tratado chamado "De Architectura".

Todas as pinturas se juntarão a outras obras que vivem no Louvre: "La Belle Ferronnière", "Virgem das Rochas", "A Virgem e o Menino com Santa Ana", "São João Batista" e "Mona Lisa".

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