Topo

Ex-secretário de imprensa da rainha Elizabeth critica série "The Crown"

Olivia Colman como a rainha Elizabeth, em cena da terceira temporada de The Crown - Divulgação
Olivia Colman como a rainha Elizabeth, em cena da terceira temporada de The Crown Imagem: Divulgação

Da AFP, em Londres

10/11/2019 12h17

O ex-secretário de imprensa da rainha Elizabeth, Dickie Arbiter, criticou no The Sunday Times a série histórica "The Crown", da Netflix, sobre a família real britânica, por sugerir um romance "infundado" entre a monarca e seu gerente de corridas de cavalos.

"É algo deselegante e totalmente infundado", criticou Arbiter. "A rainha é a última pessoa no mundo que sequer consideraria olhar para outro homem".

A rainha, hoje com 93 anos, se apaixonou e casou com o príncipe Philip em 1947. Ela tinha então 21 anos e o casamento ocorreu cinco anos antes de ascender ao trono.

Na série da Netflix, a atriz Claire Foy interpreta a monarca nas duas primeiras temporadas, e foi substituída por Olivia Colman na terceira, que mostra a rainha mais velha.

O controverso episódio será lançado no próximo domingo, quando a plataforma estreia a nova temporada, mas a relação entre a rainha e o lorde começa a ser explorada na segunda temporada.

Nele, segundo o The Sunday Times, a monarca visita alguns lugares nos Estados Unidos e Austrália com Lord Porchester, administrador de seu estábulo, que ela chamou de "Porchie". Isso gerou suspeitas do príncipe Philip.

"Se tem algo a me dizer, diga agora", diz a rainha no início do episódio. "E caso não, se me permite, estou muito ocupada", acrescenta.

O marido da rainha aparentemente decide deixar as coisas como estão e não diz nada.

Segundo o The Sunday Times, a rainha "permaneceu perto de Porchie até sua morte em 2001", mas a publicação também destaca que nada prova que eles eram mais que amigos.

"The Crown é ficção", afirma o ex-secretário de imprensa da soberana.

"Ninguém conhece as conversas entre os membros da família real, as pessoas contam histórias que desejam e dão a elas um toque de sensacionalismo", completa.

O Palácio de Buckingham não comentou o caso.