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Após denúncia de Uma Thurman, polícia britânica investiga Weinstein

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Quentin Tarantino, Uma Thurman e Harvey Weinstein durante um evento de cinema Imagem: Divulgação

03/02/2018 19h05

A polícia britânica investiga acusações de agressão sexual de nove mulheres contra o produtor americano Harvey Weinstein, anunciou a agência Press Association (PA) neste sábado.

A Scotland Yard confirmou à PA que sua "Operação Kaguyak" diz respeito à investigação de 14 casos no total, apresentados por nove mulheres.

As acusações mais recentes foram feitas em 13 de novembro. por uma mulher que afirma ter sido agredida pelo poderoso produtor de Hollywood em Londres em 2011 e em outro país em 2010.

O escândalo Weinstein segue se ampliando, à medida que novas acusações surgem contra ele. A atriz americana Uma Thurman, vinculada ao estúdio Miramax, de Weinstein, por suas atuações em "Pulp Fiction" e "Kill Bill", rompeu o silêncio e acusou o produtor de assédio e de ameaçar sua carreira, em entrevista publicada neste sábado.

Dezenas de estrelas de Hollywood, como Ashley Judd, Gwyneth Paltrow, Kate Beckinsale e Salma Hayek, acusaram Weinstein de diferentes formas de agressão sexual, desde assédio até estupro.

Em entrevista ao "The New York Times", Uma, 47, contou que, após uma reunião de trabalho em Paris, Weinstein a convidou até seu quarto de hotel e uma sauna. Depois, voltou a encontrar o produtor, em sua suíte no hotel Savoy de Londres, onde teria sofrido um "primeiro ataque". "Ele me empurrou para baixo. Tentou se jogar sobre mim. Tentou se exibir. Fez todo tipo de coisa desagradável", descreveu a atriz.

"Weinstein admite ter se equivocado com Uma na Inglaterra, depois de interpretar erroneamente seus sinais em Paris. Ele se desculpou imediatamente", diz um comunicado do porta-voz do produtor, que se encontra em um programa de reabilitação no Arizona. "A relação entre ambos era uma relação de trabalho divertida e sedutora."

Depois da agressão, que ocorreu após o lançamento de "Pulp  Fiction" (1994) e antes de "Kill Bill: Vol. 1" (2003), Uma foi acompanhada da amiga Ilona Herman a uma reunião para confrontar Weinstein. Mas os assistentes do produtor a pressionaram a se reunir sozinha com ele em seu quarto.

"Se fizer o que fez comigo com outras pessoas, vai perder sua carreira, sua reputação e sua família. Eu prometo", lembrou Uma de ter dito a Weinstein.

Segundo Ilona, maquiadora, Uma saiu furiosa do encontro com Weinstein. "Estava muito despenteada, e tão incomodada e tão pálida. Estava realmente tremendo", descreveu, lembrando que a atriz lhe disse, depois, que o produtor havia ameaçado acabar com sua carreira.

Weinstein negou as acusações, e através de seu porta-voz disse que considera Uma Thurman "uma atriz brilhante".

"O sentimento difícil que tenho em relação a Harvey é o quão mal me sinto por todas as mulheres que foram atacadas depois de mim", lamentou a atriz.

Os maiores sucessos de Uma, "PulpFiction" e "Kill Bill", foram dirigidos por Quentin Tarantino e produzidos por Weinstein, dupla que era considerada uma das mais poderosas de Hollywood.

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