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Chico Barney

A vida depois do "Legendários": para onde Marcos Mion vai agora?

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Chico Barney

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Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

30/12/2017 14h43

Acabou o “Legendários”, depois de 8 anos na Record. A emissora resolveu dar por encerrado o programa um ano depois de transferi-lo das noites de sábado para as noites de sexta-feira.

A atração gozava de bons índices na faixa anterior, mas é um horário historicamente difícil para a área comercial. Foi no mínimo curiosa decisão de mudar para outro horário difícil para a área comercial. E a audiência não se movimentou junto com o programa, deixando o terreno inóspito.

O que importa: Legendários acompanhou um interessante processo de amadurecimento por parte de Marcos Mion. Depois de anos como um ícone jovem da MTV Brasil, hoje é reconhecido como um apresentador popular, de identificação com a família inteira.

A própria evolução do “Legendários” denuncia isso. Começou como uma mistura de Pânico com CQC da Record, mas com o passar dos anos foi ganhando contornos mais interessantes. Virou o programa popular de variedades com um esmero que a TV não produzia desde o fim do “Viva a Noite”.

Se lá atrás contou com integrantes “high-end” como João Gordo, Miá Mello (com o genial quadro da Teena, auge das primeiras temporadas) e os humoristas do Hermes e Renato, na fase posterior passou a ter em seus quadros figuras como Robson Bailarino imitando Gugu Liberato e o peculiar Hulk Magrelo. Por mim, tudo bem.

Próximos passos

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Na condição de apresentador da Record, a única garantia é a segunda temporada de “A Casa”, que deve estrear em algum momento de 2018. Mion também assumiu o novo núcleo de “criação multiplataforma on demand” da emissora, uma boa sacada para aproveitar a experiência com seus milhões de seguidores na internet.

Será o suficiente? Além das sondagens sobre um retorno à Band, surgem outras possibilidades.

Com a recente saída de integrantes do Vídeo Show, por exemplo, creio que exista espaço para uma reformulação nninguém melhor que Marcos Mion para chafurdar nos arquivos da Rede Globoo programa. Volto a afirmar que não vejo ninguém melhor que Marcos Mion para chafurdar nos arquivos da Rede Globo.

Em apenas dois anos, entre 2000 e 2001, o apresentador burilou seu estilo no saudoso “Piores Clipes do Mundo” da MTV. O quadro “Vale à pena ver direito” deu continuidade a esse importante trabalho durante todo a jornada do Legendários.

Seria inclusive uma forma de valorizar ainda mais o elenco da emissora carioca. Mion sempre demonstrou bastante sensibilidade para encontrar diamantes brutos e lapidá-los como sucessos populares. Vide os generosos holofotes que colocou em cima de Supla, Yudi, Juju Salimeni e tantos outros.

Então o Vídeo Show parece uma excelente plataforma para o pai do Romeo, Donatella e Stefano desfilar seus talentos como comunicador para um público abrangente. Em contrapartida, Marcos Mion surge como um investimento interessante para a programação da Globo -- além de uma bem-vinda renovação no olhar a respeito de seus talentos e sobre todo aquele conteúdo.

Vamos ver o que vem por aí. Voltamos a qualquer momento com novas informações.
 

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