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Gustavo Di Dalva faz parcerias com Gil, Mautner e Brown em 1º álbum solo

Gustavo Di Dalva lança primeiro álbum solo - Tonny Mota
Gustavo Di Dalva lança primeiro álbum solo Imagem: Tonny Mota
Adriana de Barros

Colunista de Música do UOL, onde atuou 20 anos na área de Entretenimento, com coordenação de coberturas em grandes festivais e do Carnaval. É curadora do edital 2020 Natura Musical e integrou o Superjúri 2019 do Prêmio Multishow. Eleita uma das cinco melhores jornalistas musicais do Brasil pelo WME Awards by Music2. Apresentadora do podcast Fala Zé na rádio Energia 97 ao lado de Zé Antônio Constantino e Hélio Cosmo Leite.

09/08/2019 12h51

Percussionista baiano conhecido por tocar com as maiores estrelas da MPB, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, Gustavo di Dalva mostra hoje seu primeiro álbum solo.

"Globacidade" reúne oito composições autorais feitas em parceria com Jorge Mautner, Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Marcio Brasil, Boghan Gaboot e foi gravado em Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Nova York (EUA).

Atualmente vivendo em Nova York onde toca com David Byrne, Di Dalva faz um dueto com o padrinho Gilberto Gil na faixa "Ser Humano". Gil também escreve o texto de apresentação do disco que está logo abaixa na íntegra.

Capa de "Globocidade" - Tonny Motta - Tonny Motta
Capa de "Globocidade"
Imagem: Tonny Motta
"Globacidade" é como se intitula este disco, o mais recente de Gustavo Di Dalva, que, embora ainda muito jovem, já cobre um longo percurso, uma longa estrada pelos campos da música popular. Ele, que desde os dez anos de idade, vem dedicando seu vigor físico e espiritual ao cultivo dos ritmos que têm brotado no solo fértil da criatividade dos jovens percussionistas baianos nas três últimas décadas. O convívio e a colaboração com os meninos batuqueiros de Salvador e com músicos e cantores que propagam os novos ritmos surgidos da mistura de elementos brasileiros, afro-americanos e afro-caribenhos, deram a Gustavo o tempero, o embalo que encontramos aqui neste seu novo disco.

Da primeira ("Globa Cidade") à última faixa ( o recitativo, jogralizado, tipo-rap, "Ser Humano"), uma vibrante polirritmia construída com tambores, berimbaus, guitarras, teclados, sopros e coros envolve a voz suavemente abaianada de Gustavo, também responsável por grande parte do texto das canções.
Produzido e realizado ente Bahia, Rio de Janeiro e New York, com a colaboração de seus parceiros baianos e os mais recentes colegas americanos e africanos, este disco marca o ingresso mais decidido de Di Dalva numa fase mais afirmativa de sua carreira como criador de híbridos rítmicos de alta voltagem.

Espero que venham a apreciar este disco pulsante e vigoroso realizado por um dos percussionistas mais vibrantes da nova geração, Gustavo de Dalva.

Gilberto Gil
Março, 2019.

Entretenimento