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Como Gabriel Diniz mostrou que sua alegria conquistaria o Brasil

Gabriel Diniz durante em entrevista na sede da Universal em São Paulo, em março de 2018 - Adriana de Barros/UOL
Gabriel Diniz durante em entrevista na sede da Universal em São Paulo, em março de 2018 Imagem: Adriana de Barros/UOL
Adriana de Barros

Colunista de Música do UOL, onde atuou 20 anos na área de Entretenimento, com coordenação de coberturas em grandes festivais e do Carnaval. É curadora do edital 2020 Natura Musical e integrou o Superjúri 2019 do Prêmio Multishow. Eleita uma das cinco melhores jornalistas musicais do Brasil pelo WME Awards by Music2. Apresentadora do podcast Fala Zé na rádio Energia 97 ao lado de Zé Antônio Constantino e Hélio Cosmo Leite.

27/05/2019 17h04

No dia 12 de março de 2018 fui à sede da Universal Music, em São Paulo, para um papo com Gabriel Diniz, o GD. Na ocasião ele ainda não era dono de "Jenifer", música-chiclete que movimentou este verão. Ele acabara de lançar o DVD "GD na Ilha", gravado ao vivo em Fernando de Noronha.

Eu não conhecia bem o trabalho dele, mas como sempre me interesso por artistas que já estão estourados no Nordeste, pensei que seria uma boa oportunidade para entender se sua música chegaria aos demais estados do Brasil.

Foi num final de tarde e eu fui a última a entrevistá-lo. Encontrei um menino muito simpático, comum dos artistas em início de carreira. Disposto a falar sobre tudo. No decorrer de nosso papo de pouco mais de meia hora, vi que era mais que isso. Ele mostrou que em breve conquistaria o país. Era um cara leve, divertido, bem-humorado e de muito carisma. Lembro que ele repetiu várias vezes a palavra "ousadia". Era isso que ele queria levar ao seu público. GD me conquistou, e conquistou o país!

Gabriel Diniz na sede da Universal Music em SP - Adriana de Barros/UOL - Adriana de Barros/UOL
Gabriel Diniz na sede da Universal Music em SP
Imagem: Adriana de Barros/UOL
Como ele já tinha atendido a todos os jornalistas agendados para o dia, só estávamos eu, GD, a assessora Bete Ferreira e a assessora da Universal Music. A conversa sobre música se estendeu. Jogamos conversa sobre a vida, sobre João Pessoa - cidade em que vivia- e desde então passei a torcer pelo sucesso de GD.

Hoje, às 13h46, recebi a mensagem de um amigo falando sobre o possível acidente. Torci para que fosse um engano, mas mais tarde sua morte foi confirmada pela gravadora.

Não costumo salvar tantas entrevistas no celular, mas a do GD estava lá. Uma entrevista inédita dele falando como começou na música, o que sonhava para a carreira e a amizade com Wesley Safadão. Que bom que tive tempo de dançar, de cantar e de ver o país cantando e dançando "Jenifer" no verão deste ano.

GD, tenha a certeza que o seu objetivo foi alcançado. Você levou sua alegria para muita gente, como sonhou. E eu vi!

Ouça abaixo trechos do papo com Gabriel Diniz:

GD é ousadia

Amizade com Safadão, o WS

Como se auto-intitula

Como começou a cantar

O que o sucesso mudou em sua vida

O que você almeja daqui pra frente

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL