PUBLICIDADE
Topo

Grupo feminista Pussy Riot se apresenta pela primeira vez no Brasil

Nadya Tolokonnikova, da Pussy Riot, vem ao Brasil para o Festival Garotas à Frente - Divulgação
Nadya Tolokonnikova, da Pussy Riot, vem ao Brasil para o Festival Garotas à Frente Imagem: Divulgação
Adriana de Barros

Colunista de Música do UOL, onde atuou 20 anos na área de Entretenimento, com coordenação de coberturas em grandes festivais e do Carnaval. É curadora do edital 2020 Natura Musical e integrou o Superjúri 2019 do Prêmio Multishow. Eleita uma das cinco melhores jornalistas musicais do Brasil pelo WME Awards by Music2. Apresentadora do podcast Fala Zé na rádio Energia 97 ao lado de Zé Antônio Constantino e Hélio Cosmo Leite.

18/01/2019 11h26

O grupo de punk rock feminista russo Pussy Riot desembarca no Brasil para dois shows. No dia 19 de abril como atração do Abril Pro Rock, no Recife, e no dia seguinte como banda principal do Festival Garotas à Frente, em São Paulo.

A apresentação de 20 de abril será no Fabrique Club, na Barra Funda.

No evento, haverá ainda bandas nacionais, como a Sapataria, exposição e workshops do Girls Rock Camp Brasil. O lançamento do livro homônimo "Garotas à Frente", de Sarah Marcus, que relata a história do movimento Riot Grrrl nos Estados Unidos, também está na programação. 

As Pussy Riot que foram presas em 2012 e soltas em 2014 não têm o hábito de se apresentarem juntas. Nessa turnê sul-americana, quem vem é Nadya Tolokonnikova, ao lado de outros membros do coletivo.

Segundo Nadya, o show conta com performances audiovisuais novas dedicadas a temas políticos, como a não quebra de patentes pela indústria farmacêutica e outros mundanos, como caspa. "Nossa ideia é tentar imaginar como o punk irá soar e parecer em 2028, tempos de resistência digital, levante contra a disparidade financeira e movimentos de massa para salvar o planeta".

Os ingressos já estão disponíveis e custam a partir de R$ 80,00 no primeiro lote promocional e estudante.

Veja abaixo a performance na Copa do Mundo de Moscou


A prisão

Em fevereiro de 2012, cinco mulheres entraram com instrumentos e amplificadores na Catedral de Cristo Salvador, o maior templo da Igreja Ortodoxa russa, e fizeram uma oração punk, com a música "Virgem Maria, Tire o Putin do Poder". Elas tocaram e cantaram por exatos 48 segundos, antes de serem arrastadas para fora e mandadas embora. Na mesma noite, subiram o vídeo da performance no Youtube, sob o nome Pussy Riot, e em poucas horas se tornaram inimigas número 1 da Igreja e do Estado. 

Foram presas, julgadas e condenadas a dois anos de prisão por baderna e incitação ao ódio religioso. Mas também chamaram a atenção da mídia mundial, sendo alçadas ao status de maior grupo de arte performática da Rússia.

O coletivo, que se denomina "ativista digital", foi formado em agosto de 2011, em Moscou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL