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Em clipe, rapper Majda Asad ironiza pressão que mulheres sofrem para casar

Majda Asad, Viic Oliveira e Amnah Asad - Divulgação
Majda Asad, Viic Oliveira e Amnah Asad Imagem: Divulgação
Adriana de Barros

Colunista de Música do UOL, onde atuou 20 anos na área de Entretenimento, com coordenação de coberturas em grandes festivais e do Carnaval. É curadora do edital 2020 Natura Musical e integrou o Superjúri 2019 do Prêmio Multishow. Eleita uma das cinco melhores jornalistas musicais do Brasil pelo WME Awards by Music2. Apresentadora do podcast Fala Zé na rádio Energia 97 ao lado de Zé Antônio Constantino e Hélio Cosmo Leite.

25/12/2018 17h36

Casamento forçado e ideia de que as mulheres estão em busca de um relacionamento sério dão tom a "Desesperadas", música da rapper Majda Asad. No clipe, com direção e produção da Gang Prod - empresa composta só por mulheres-, ela conta com a participação de sua irmã Amnah Asad e da cantora Viic Oliveira

O filme traz a atuação de uma equipe composta por atrizes cis e trans, que interagem de uma sala a outra apresentando a narrativa.   

Filha de Palestino, a MC traz em sua história a opressão que as mulheres no Oriente Médio vivem e não vê muita diferença entre o Brasil e a terra natal do pai. 

"'Desesperadas' é uma reflexão sobre a simbologia histórica do matrimônio e suas consequências atuais", explica. 

Na música, são citadas a escritora nordestina Nísia, que foi obrigada a casar com 13 anos em 1830 e a musicista europeia Nannerl, irmã de Mozart, que tinha habilidades musicais tão excepcionais quanto seu irmão, mas em 1780 foi impedida de seguir a carreira, pois seu corpo já demonstrava a moça que era e, na época, a sociedade pressionou que a família a tirasse dos palcos e a colocasse em um lar como esposa e dona de casa. 

A história de Mariama Bah, uma mulher africana que fugiu para o Brasil para não ser obrigada a casar com um familiar, também tem destaque. 

"Como brasileira e filha de árabe quis trazer na música um olhar que mostrasse que, seja no Ocidente ou no Oriente, as histórias se repetem e são apoiadas por diferentes religiões e leis", diz Majda Asad.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL