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Maquinamente assina contrato com Bonadio após enviar material pelo WhatsApp

Banda Maquinamente acaba de lançar o primeiro EP, "Legalizando a Arte", pelo Midas Music - Divulgação
Banda Maquinamente acaba de lançar o primeiro EP, "Legalizando a Arte", pelo Midas Music
Imagem: Divulgação
Adriana de Barros

Colunista de Música do UOL, onde atuou 20 anos na área de Entretenimento, com coordenação de coberturas em grandes festivais e do Carnaval. É curadora do edital 2020 Natura Musical e integrou o Superjúri 2019 do Prêmio Multishow. Eleita uma das cinco melhores jornalistas musicais do Brasil pelo WME Awards by Music2. Apresentadora do podcast Fala Zé na rádio Energia 97 ao lado de Zé Antônio Constantino e Hélio Cosmo Leite.

17/07/2018 07h00

Com pouco mais de dois anos de estrada, a banda Maquinamente já comemora uma nova fase. Isso porque o quinteto de São Paulo acaba de assinar com o Midas Music o lançamento do primeiro EP, "Legalizando a Arte".

Disponível em todas plataformas digitais, o álbum reúne quatro faixas que foram apresentadas em um pocket show realizado na semana passada no Midas Studios, de Rick Bonadio, na zona norte de São Paulo.

Ao chegar na recepção do Midas, os convidados escolhiam um balão com fitilho, que trazia uma chave amarrada na ponta, com o intuito de divulgar a música "Chave da Nave". A chave dava direito ao visitante de retirar um kit da banda.

No Estúdio 1, na presença de seletos convidados, Marinho (guitarra e voz), Fefo (pick-up e teclados), Glebo (guitarra e voz), K-Reca (bateria) e Glecio Nascimento (baixo) tocaram ao vivo, com transmissão no canal oficial de Bonadio no YouTube, músicas com mensagens positivas que navegam pelo rock, reggae e ska.

Após a apresentação, a banda se juntou aos convidados detalhando o trajeto até chegar nas mãos de Rick Bonadio. O guitarrista Glebo explicou que sempre tiveram a preocupação em produzir material de qualidade, mesmo que de maneira independente. Foi exatamente esse preciosismo que chamou atenção do produtor musical Fernando Prado.

Braço direito de Bonadio, Fernando é responsável pelo número de WhatsApp que recebe milhares de materiais de bandas. No dia do pocket, ele tinha cerca de 10 mil mensagens para avaliar.

Quando um artista lhe chama atenção, ele entra em contato, pede mais conteúdo e agenda uma reunião. "Começo observar a banda pela foto que chega na mensagem. A partir disso, peço mais músicas, clipes e fotos", explica o produtor, que funciona como uma espécie de "peneira" para Bonadio.

Com o Maquinamente, Fernando disse que se surpreendia a cada item enviado. A partir disso, marcou a conversa que culminou na assinatura do contrato.

Das trilhas para estrada

A banda surgiu a partir da união de amigos que se juntaram para gravar um projeto de trilhas para programas de TV. No total, produziram e gravaram mais de 3.600 músicas. Com o entrosamento gerado com esses trabalhos, resgataram a vontade de sair pela estrada com as próprias composições.

Além dos instrumentos convencionais, o Maquinamente usa apetrechos criados pelos próprios integrantes. A cabitarra, feita a partir da base de um cabide, o claricano, um clarinete feito com cano de PVC, o fujarra, entre outros.

Para Bonadio, o diferencial da banda é a qualidade dos músicos. "Está muito complicado encontrar bandas com bons músicos", diz.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL