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Call The Police, o projeto de Andy Summers, Barone e Rodrigo que só cresce

Rodrigo Santos (baixo e voz), João Barone (bateria) e Andy Summers (guitarra) - Junior Careca /Fotoarena/Folhapress
Rodrigo Santos (baixo e voz), João Barone (bateria) e Andy Summers (guitarra)
Imagem: Junior Careca /Fotoarena/Folhapress
Adriana de Barros

Colunista de Música do UOL, onde atuou 20 anos na área de Entretenimento, com coordenação de coberturas em grandes festivais e do Carnaval. É curadora do edital 2020 Natura Musical e integrou o Superjúri 2019 do Prêmio Multishow. Eleita uma das cinco melhores jornalistas musicais do Brasil pelo WME Awards by Music2. Apresentadora do podcast Fala Zé na rádio Energia 97 ao lado de Zé Antônio Constantino e Hélio Cosmo Leite.

22/06/2018 07h00

Tudo começou de maneira despretensiosa quando, em 2014, Rodrigo Santos (ex-baixista do Barão Vermelho) foi apresentado a Andy Summers (guitarrista do Police) pelo amigo e empresário em comum, Luiz Paulo Assunção.

Em 2016, João Barone (baterista do Paralamas) foi convidado a se unir ao duo. No ano seguinte, Call The Police fez as primeiras apresentações com repertório com grandes sucessos e alguns lados b da banda inglesa liderada por Sting.

Nesta sexta (22), chega a São Paulo a turnê 2018, que começou em Buenos Aires, e deve seguir para Europa, Japão e Nova Zelândia. No roteiro estão sucessos como "So Lonely", "Every Breath You Take", "Roxanne", "King of Pain" e "Message in a Bottle".

Tanto Barone como Rodrigo destacam o bom entrosamento entre eles como marca dessa série de shows que farão juntos novamente. A admiração e respeito pela obra de Andy também é outro ponto exaltado por ambos.

"Somos uma turma que se diverte. Quando saí do Barão me propus a isso. E está acontecendo. Andy sabe que respeitamos a história dele e nos tornamos amigos", diz Rodrigo, que faz os vocais nas apresentações.

Alimentação de Rodrigo no show de Brasília - Rodrigo Santos - Rodrigo Santos
Alimentação de Rodrigo no show de Brasília
Imagem: Rodrigo Santos
Quando deixou o Barão Vermelho, no final do ano passado, Rodrigo não imaginava o tamanho que tomaria este projeto. Mas credita a ele os bons momentos que vive atualmente, após tratamento para se livrar do álcool e das drogas.

"[Cantar] Me trouxe mais disciplina. A galera sai pra almoçar ou jantar, e eu fico no hotel cuidando da voz, fazendo inalação e me alimentando corretamente", explica o baixista.

Na tarde desta quinta, a coluna conversou com os músicos que estavam em Brasília, onde se apresentariam.

Adriana: Como é tocar o repertório de uma banda como o The Police que vocês trouxeram como referência para o trabalho autoral?
Barone: No mínimo emocionante. Todo mundo sabe como Os Paralamas eram comparados ao Police no começo da carreira, o trio inglês redesenhou o mapa do rock naquele momento e influenciaram todo mundo que veio depois. 
Rodrigo: A veneração que o Barone tem pelo Police, eu também tinha. Nos anos 80, escutava o dia inteiro. Sabíamos claramente as influências de cada banda americana sobre as brasileiras.

Como foi o processo de escolha do repertório para esse show. Muda muito das primeiras apresentações que fizeram no ano passado?
Barone: Saíram algumas e entraram outras, mas certamente o set list é composto pelos grandes sucessos. Rodrigo Santos está surpreendendo com sua interpretação vocal. Ele fica com a parte mais exigida, que é cantar de forma convincente um repertório de hits.
Rodrigo: Nessa nova turnê o set list tem muito mais sucessos. Me dei o direito de ouvir milhões de coisas. Conversamos com Andy e, juntos, colocamos as músicas. O público está gostando muito.

Vocês pretendem registrar esses shows em CD ou DVD?
Barone: Esperamos em breve.
Rodrigo: Sim, mas há as burocracias que o Luiz está tentando resolver. Se não for possível, faremos um documentário. Registro todos os momentos da turnê.

Como é a relação com Andy Summers. O que conversam além da música?
Barone: Andy tem muitas histórias de antes e depois do Police, como no dia em que fez uma jam com ninguém menos que Hendrix. Ele é muito boa praça, adora o Brasil.
Rodrigo: A gente conversa tudo em inglês porque ele não fala português. Já temos uma liberdade, ele se preocupa muito com minha voz. A gente conversa muito sobre a vida, fazemos piadas e também há o momento do silêncio. Me descobri grande amigo de Andy.

Serviço
Call The Police
Quando: 22 de junho - sexta, às 22h
Onde: Credicard Hall - Avenida das Nações Unidas, 17955 - São Paulo/SP
Inf: http://premier.ticketsforfun.com.br

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL