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Marcelo Yuka protesta contra remoção de favelas no Rio em novo videoclipe

Cena do clipe "Dali" de Marcelo Yuka; a música está no álbum solo "Canções Para Depois do Ódio", lançado ano passado - Reprodução
Cena do clipe "Dali" de Marcelo Yuka; a música está no álbum solo "Canções Para Depois do Ódio", lançado ano passado Imagem: Reprodução
Adriana de Barros

Colunista de Música do UOL, onde atuou 20 anos na área de Entretenimento, com coordenação de coberturas em grandes festivais e do Carnaval. É curadora do edital 2020 Natura Musical e integrou o Superjúri 2019 do Prêmio Multishow. Eleita uma das cinco melhores jornalistas musicais do Brasil pelo WME Awards by Music2. Apresentadora do podcast Fala Zé na rádio Energia 97 ao lado de Zé Antônio Constantino e Hélio Cosmo Leite.

08/05/2018 11h45

Por conta das idas e vindas ao hospital e longas internações, Marcelo Yuka não teve condições físicas para divulgar o primeiro álbum solo, "Canções para Depois do Ódio", da maneira planejada. "Não pude defendê-lo por questões de saúde, mas agora quero botá-lo na pista", diz ao UOL, na tarde de segunda (7).

Para o "recomeço", o músico carioca escolheu a faixa "Dali", cantada pelo rapper Black Alien e Bukassa Kabengele, para ganhar o primeiro videoclipe.

Com direção do premiado cineasta Emílio Domingos, o vídeo reúne cenas dos documentários "Casas Marcadas", "A Batalha do Passinho", "A Palavra Que Me Leva Além", "Família Tetra", "Cante Um Funk Para Um Filme", "L.A.P.A.", "Minha Área" e "Pretinho Babylon".

Com "Dali", Yuka quer mostrar quantas moradias são tiradas das pessoas sem necessidade. "A última grande 'emoção' que tivemos aqui foi no período da Copa. O prefeito Eduardo Paes tirou muita gente de suas casas. A Vila Autódromo foi a última. A comunidade não estava na rota de ninguém e boa parte foi demolida por conta dos grandes eventos", explica.

O músico não encontra resposta ao se questionar o que leva uma pessoa tirar a moradia de outra e retrata no clipe como isso afeta nas emoções de alguém que tem o direito de viver em um lar.

O Rappa

Mesmo longe da banda há 17 anos, Yuka ainda é lembrado por ser fundador, baterista e compositor da banda O Rappa, que recentemente anunciou o fim das atividades.

"Longe de cuspir no prato que comi, O Rappa é como se eu tivesse vivido na adolescência. Não carrego isso, não tenho nada a ver com aquilo mais".

Sobre o término da banda, ele conta que desde que seguiu para outros projetos nunca mais acompanhou o trabalho dos ex-parceiros e não sabe o que aconteceu. "Realmente, não faz a menor diferença pra mim [o fim]. Não tive uma identidade de construção com a banda".

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL