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Adriana de Barros

Marcelo Yuka protesta contra remoção de favelas no Rio em novo videoclipe

Reprodução
Cena do clipe "Dali" de Marcelo Yuka; a música está no álbum solo "Canções Para Depois do Ódio", lançado ano passado Imagem: Reprodução
Adriana de Barros

Adriana trabalha no UOL desde 2000, passou pelas rádios Mix FM, 97Rock e pela gravadora Sony Music.

08/05/2018 11h45

Por conta das idas e vindas ao hospital e longas internações, Marcelo Yuka não teve condições físicas para divulgar o primeiro álbum solo, "Canções para Depois do Ódio", da maneira planejada. "Não pude defendê-lo por questões de saúde, mas agora quero botá-lo na pista", diz ao UOL, na tarde de segunda (7).

Para o "recomeço", o músico carioca escolheu a faixa "Dali", cantada pelo rapper Black Alien e Bukassa Kabengele, para ganhar o primeiro videoclipe.

Com direção do premiado cineasta Emílio Domingos, o vídeo reúne cenas dos documentários "Casas Marcadas", "A Batalha do Passinho", "A Palavra Que Me Leva Além", "Família Tetra", "Cante Um Funk Para Um Filme", "L.A.P.A.", "Minha Área" e "Pretinho Babylon".

Com "Dali", Yuka quer mostrar quantas moradias são tiradas das pessoas sem necessidade. "A última grande 'emoção' que tivemos aqui foi no período da Copa. O prefeito Eduardo Paes tirou muita gente de suas casas. A Vila Autódromo foi a última. A comunidade não estava na rota de ninguém e boa parte foi demolida por conta dos grandes eventos", explica.

O músico não encontra resposta ao se questionar o que leva uma pessoa tirar a moradia de outra e retrata no clipe como isso afeta nas emoções de alguém que tem o direito de viver em um lar.

O Rappa

Mesmo longe da banda há 17 anos, Yuka ainda é lembrado por ser fundador, baterista e compositor da banda O Rappa, que recentemente anunciou o fim das atividades.

"Longe de cuspir no prato que comi, O Rappa é como se eu tivesse vivido na adolescência. Não carrego isso, não tenho nada a ver com aquilo mais".

Sobre o término da banda, ele conta que desde que seguiu para outros projetos nunca mais acompanhou o trabalho dos ex-parceiros e não sabe o que aconteceu. "Realmente, não faz a menor diferença pra mim [o fim]. Não tive uma identidade de construção com a banda".

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