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Na China, militantes pró-democracia pedem boicote ao filme da Disney 'Mulan'

Militantes pró-democracia iniciaram campanha de boicote ao filme da Disney "Mulan"       - Divulgação/Disney
Militantes pró-democracia iniciaram campanha de boicote ao filme da Disney "Mulan" Imagem: Divulgação/Disney

04/09/2020 18h38

Os estúdios da Disney lançaram, nesta sexta-feira (4), o filme "Mulan", baseado em uma lenda milenar chinesa que conta a história de uma guerreira. Antes de chegar aos cinemas de todo o mundo, o filme foi disponibilizado no canal de streaming Disney +. No entanto, ativistas pró-democracia em Hong Kong, Taiwan e Tailândia pedem nas redes sociais o boicote ao filme.

Após ter seu lançamento adiado por conta da pandemia do coronavírus, o filme, que custou US$ 200 milhões (R$ 1,06 bilhão, na cotação atual) aos estúdios Disney, passará por uma nova prova. Uma campanha de boicote.

Na lenda, Mulan é uma guerreira que luta bravamente para salvar o império chinês. Será que o filme terá o mesmo sucesso? Não no que depender dos ativistas pró-democracia.

Origem do boicote

O problema dos manifestantes não está relacionado à história da heroína oriental, mas, em agosto de 2019, a atriz Liu Yifei, que interpreta Mulan, postou nas redes sociais chinesas uma mensagem contrária aos movimentos pela democracia em Honq Kong.

Na mensagem, ela dizia: "Eu apoio a polícia de Hong Kong". Na época, a polícia reprimia os protestos pró-democracia na ex-colônia britânica com gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Mobilização nas redes sociais

O movimento tem feito campanha pelo boicote ao filme pelas redes sociais, usando a hashtag MilkTeaAlliance (Aliança do chá com leite).

O ativista pró-democracia Yoshua Wong, em sua conta de Twitter, acusa os estúdios da Disney de se ajoelharem frente a Pequim, e a atriz Liu Yifei por tolerar a violência policial. Wong chama a atriz Liu Yifei de "o ícone do autoritarismo" e pede a "todos os que acreditam nos direitos humanos a boicotar Mulan".