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Frágil aos 130 anos, "Girassóis" de Van Gogh ficará em casa a partir de agora

A obra "Sunflowers", de Van Gogh, é restaurada no museu do artista na Holanda - Piroschka van de Wouw/Reuters
A obra "Sunflowers", de Van Gogh, é restaurada no museu do artista na Holanda Imagem: Piroschka van de Wouw/Reuters

Anthony Deutsch

De Amsterdã (Holanda)

24/01/2019 13h22

Aos 130 anos, uma das famosas pinturas de girassóis em um vaso de Vincent van Gogh se tornou delicada demais para continuar em turnê pelo mundo e terá que ficar em casa em Amsterdã.

Essa é uma das principais descobertas de especialistas que realizaram uma avaliação de seis semanas e a restauração da obra "Girassóis", pintada pelo mestre holandês no sul da França em 1889.

"As camadas de base e tinta estão estáveis, mas sensíveis a vibrações e mudanças na umidade e temperatura do ar", disse o diretor do museu Van Gogh, Axel Ruger.

"Portanto, é importante que a pintura seja movida o mínimo possível e que seja exibida em um ambiente estável", disse ele.

Restaurador trabalha na obra de Van Gogh, no museu do artista em Amsterdã  - Piroschka van de Wouw/Reuters - Piroschka van de Wouw/Reuters
Restaurador trabalha na obra de Van Gogh, no museu do artista em Amsterdã
Imagem: Piroschka van de Wouw/Reuters

Além da pequena restauração, uma equipe de especialistas descobriu detalhes sobre quais materiais Van Gogh usou, incluindo o rolo exato de linho de onde a tela foi cortada.

Eles disseram que agora estão mais confiantes de que Van Gogh, que pintou a tela em janeiro de 1889, a havia baseado em uma obra "Girassóis" anterior, que pintou no verão de 1888, que agora está pendurada na National Gallery, em Londres.

Na restauração, uma camada de cera está sendo removida, mas vários vernizes aplicados ao longo dos anos --e agora sujos ou descoloridos-- não podem ser removidos porque estão colados à tinta subjacente.

"Girassóis" voltará à mostra no Museu Van Gogh, em Amsterdã, no dia 22 de fevereiro, sob nova iluminação, mais suave.