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Após chamá-la de "perdedora total", Trump homenageará Cher com prêmio Kennedy

Cher - Tara Ziemba/Getty Images
Cher Imagem: Tara Ziemba/Getty Images

Makini Brice

De Washington (EUA)

25/07/2018 16h28

A cantora e atriz Cher, a estrela de música country Reba McEntire e os criadores de "Hamilton", grande sucesso da Broadway, serão homenageados este ano com o prêmio Kennedy, uma das maiores honrarias a artistas nos Estados Unidos, informou o Centro Kennedy nesta quarta (25).

A homenagem promete uma boa dose de constrangimento, já que Trump já qualificou Cher, que participou da Marcha das Mulheres em janeiro de 2017 contra sua eleição, de "perdedora total".

O pianista Philip Glass e o saxofonista de jazz Wayne Shorter também serão reconhecidos no evento.

 "A série de homenageados deste ano representa o auge da originalidade de nossa nação e o mosaico rico de perspectivas diversas e de formas de arte que nos definiram como povo", disse Deborah Rutter, presidente do Centro Kennedy, em um comunicado.

O Prêmio Kennedy costuma ser um evento apartidário e repleto de astros e ser prestigiado pelo presidente dos EUA e a primeira-dama.

No ano passado o presidente Donald Trump e sua esposa, Melania Trump, não compareceram, dizendo que queriam que os homenageados desfrutassem das festividades "sem nenhuma distração política".

A dançarina Carmen de Lavallade, uma das contempladas de 2017, boicotou o evento depois que Trump culpou "os dois lados" por confrontos em Charlottesville, na Virgínia, nos quais uma mulher morreu protestando contra um comício de nacionalistas brancos.

Trump já trocou farpas com vários dos vencedores deste ano. Ele disse que "Hamilton" foi "altamente supervalorizado" depois que o elenco se dirigiu diretamente ao então vice-presidente eleito, Mike Pence, quando ele foi assistir ao musical pouco depois da eleição e pediu ao novo governo para "trabalhar em nome de todos nós".