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Família de Marvin Gaye vence processo de plágio de "Blurred Lines"

O cantor Marvin Gaye - Reprodução
O cantor Marvin Gaye Imagem: Reprodução

Jonathan Stempel

21/03/2018 16h37

Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos manteve nesta quarta-feira (21) uma multa de US$ 5,3 milhões contra Robin  Thicke e Pharrell Williams por copiarem uma canção de Marvin  Gaye para criar "Blurred  Lines", sucesso de 2013.

Por um placar de 2 a 1, o tribunal de apelações do 9º Circuito determinou que "Got to Give It Up", canção de Gaye de 1977, merece uma "ampla" proteção de seus direitos autorais, e o veredicto de março de 2015 a favor dos três filhos de Gaye pode ser mantido por "não haver uma ausência absoluta de indício" de semelhança entre as duas obras.

Milan Smith, um dos juízes do 9º Circuito, também confirmou um prêmio de 50 por cento dos direitos autorais futuros de "Blurred  Lines" aos Gaye. Ele restaurou o veredicto segundo o qual a gravadora Interscope  Records, parte da Vivendi SA, e Clifford  Harris, rapper conhecido como T.I. que acrescentou um refrão a "Blurred  Lines", não devem ser responsabilizados.

Jurados haviam concedido US$ 7,4 milhões à família Gaye, mas o juiz John Kronstadt reduziu o montante para 5,3 milhões, embora acrescentando direitos autorais. Kronstadt também havia dito que T.I. e a Interscope deveriam ser responsabilizados, mas a corte de apelações discordou.

O caso "Blurred Lines" abalou a indústria musical, provocando um debate sobre a linha divisória entre o plágio e a homenagem a obras de artistas populares como Gaye, cujos sucessos incluem "I  Heard It Through  the  Grapevine" e "What's  Going  On." Gaye foi morto a tiros pelo pai em 1984 aos 44 anos de idade.

A decisão desta quarta-feira causou repúdio à juíza Jacqueline Nguyen, segundo a qual ela permite que os Gaye "consigam o que ninguém conseguiu antes: obter os direitos autorais de um estilo musical" e amplia o potencial de futuros processos por direitos autorais.