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Movimento contra assédio pode ter mais destaque do que prêmios no Oscar

Pascal Le Segretain/AFP/Getty Images
O produtor Harvey Weinstein, que desencadeou escândalo de assédio em Hollywood Imagem: Pascal Le Segretain/AFP/Getty Images

Jill Serjeant

De Los Angeles (EUA)

28/02/2018 16h37

O Oscar, a maior noite do show business, acontece no domingo, mas as emoções mais intensas podem não ser vistas no palco do Teatro Dolby, e sim na movimentação de bastidores para abordar o escândalo de má conduta sexual que tem abalado o setor.

Depois de reagir rápido expulsando Harvey Weinstein, produtor de cinema premiado com o Oscar, em outubro após diversas mulheres o acusarem de má conduta sexual, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ainda tem que tomar atitudes contra outras pessoas em suas fileiras que foram acusadas de atos inadequados.

Entre eles estão o ator Kevin Spacey, o diretor Roman Polanski e o comediante Bill Cosby.

Weinstein, que nega ter feito sexo não-consensual com qualquer pessoa, foi somente a segunda pessoa nos 90 anos de história da Academia a ser expulsa.

Sua exclusão fez da Academia, que é avessa à publicidade e cujos 8 mil membros votam no Oscar, a guardiã moral no escândalo #MeToo, que levou dezenas de figuras de Hollywood a se demitirem ou serem afastadas de projetos criativos.

"A Academia sempre quis ser o símbolo de Hollywood, do glamour, da empolgação e da criatividade. Mas agora está se dizendo essa coisa horrível sobre Hollywood e é algo como 'você será o símbolo do lado negativo também'", disse Tim Gray, editor de premiações de Hollywood da revista especializada Variety.

"Este é um território novo para eles. Acho que eles ainda não se situaram", disse Gray.

A tarefa de policiar acusações contra cineastas, agentes e atores entre os membros da Academia tem se mostrado lenta e difícil.

A Academia emitiu o primeiro código de conduta da sua história em dezembro e criou uma força-tarefa para lidar com alegações de uma vasta gama de violações em potencial. Em um e-mail enviado aos membros em janeiro, sua diretora-executiva, Dawn Hudson, disse que se trata de um "processo desafiador que não será solucionado da noite para o dia".

No e-mail, ela diz que o objetivo da Academia "não é ser um órgão investigativo, e sim fazer com que, quando uma queixa for feita, passe por um processo justo e metódico".

A Academia está desenvolvendo um formulário on-line para o envio de alegações de má conduta para além do comportamento sexual e incluam abusos em questões de gênero, orientação sexual, raça, idade e religião.

De acordo com as diretrizes, os demandantes precisam fornecer provas do suposto comportamento, e a pessoa acusada tem 10 dias para responder antes de o comitê de filiação da Academia analisar o assunto. Só o conselho de diretores pode decidir se suspenderá ou expulsará um membro.

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