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Brasileiro mostra vida de refugiados em aeroporto no Festival de Berlim

REUTERS/Fabrizio Bensch
O brasileiro Karim Ainouz com os refugiados Ibrahim Al Hussein, da Síria, e Qutaiba Nafea, do Iraque Imagem: REUTERS/Fabrizio Bensch

16/02/2018 11h03

Em 2015, quando a Alemanha enfrentava um caos por ter aberto suas portas a um milhão de refugiados, Berlim adaptou um aeroporto sem uso para abrigá-los, criando um vilarejo improvisado que é o cenário de um filme que está estreando no Festival Internacional de Cinema de Berlim.

Construído com trabalho forçado sob as ordens de Albert Speer, arquiteto do Adolf Hitler, o Aeroporto Tempelhof é um espelho da história da cidade e serviu como tábua de salvação de Berlim Ocidental durante o bloqueio soviético de 1948.

O aeroporto foi fechado em 2008, e suas pistas foram transformadas em um jardim do tamanho do Central Park de Nova York para uma metrópole hoje unida.

Em 2015 seus hangares, o cenário do documentário "Aeroporto Central", tornaram-se abrigo de emergência para mais de duas mil das cerca de um milhão de pessoas que chegaram ao país, fugindo da guerra e da perseguição no Oriente Médio e na África.

O filme do diretor brasileiro Karim Aïnouz documenta a vida dos novos moradores do aeroporto, criando um paralelo com as vidas dos berlinenses no vasto parque adjacente ao contrastar refugiados com jovens, praticantes de caminhada e famílias fazendo piquenique.

"Havia um contraste ali que achei ser realmente importante documentar", disse Aïnouz, acrescentando que quer mostrar as vidas dos refugiados através de uma visão mais pessoal do que era normal até então.

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