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Procurador-geral de Nova York abre investigação de assédio sexual contra Weinstein Company, diz fonte

23/10/2017 20h50

GENTE-WEISTEIN-INVESTIGACAO:Procurador-geral de Nova York abre investigação de assédio sexual contra Weinstein Company, diz fonte

Por Karen Freifeld

NOVA YORK (Reuters) - O procurador-geral de Nova York abriu uma investigação sobre assédio sexual e possíveis violações de leis de direitos civis na Weinstein Company, estúdio de cinema co-fundado por Harvey Weinstein, e enviou uma intimação à companhia nesta segunda-feira, disse uma fonte familiar à investigação.

A intimação, que ainda não foi tornada pública, pede informações sobre como a companhia lidou com cada queixa relacionada a assédios sexuais ou outras discriminações, disse a pessoa familiar à investigação.

A intimação também pergunta os critérios da administração para contratação, promoção, escolha de atores, rejeição ou demissão de candidatos ou funcionários, disse a pessoa. A fonte acrescentou que a intimação de Nova York é parte de uma investigação sobre se executivos da companhia violaram direitos civis estaduais ou leis de direitos humanos de Nova York.

Harvey Weinstein foi demitido da companhia anteriormente neste mês após relatos da mídia de que abusou ou assediou sexualmente de mulheres em incidentes datados desde a década de 1980.

Weinstein negou ter feito sexo não consensual com qualquer pessoa. A Reuters não pôde confirmar de forma independente qualquer uma das acusações.

Representantes da Weinstein Company não responderam imediatamente a pedidos de comentários.

Em resposta ao pedido de comentários sobre a investigação, a procuradoria enviou por e-mail um comunicado do procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman, que dizia: ?Nenhum nova-iorquino deve ser forçado a entrar em um local de trabalho governado por intimidação sexual, assédio ou medo?.

?Se assédio sexual ou discriminação são impregnados em uma companhia, nós queremos saber?.

O The New York Times relatou anteriormente neste mês que Weinstein, de 65 anos, havia entrado em oito acordos não divulgados com mulheres que lhe acusaram de assédio sexual e contato físico não desejado. A revista The New Yorker relatou que 13 mulheres haviam reivindicado que Weinstein abusou ou assediou sexualmente delas.

O Departamento de Polícia da cidade de Nova York disse estar investigando uma acusação de abuso sexual de Weinstein de 2004.

O Departamento de Polícia de Los Angeles também disse anteriormente neste mês que está investigando uma acusação de abuso sexual de 2013 contra o produtor de cinema Harvey Weinstein.

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